Isak Andic fundou a Mango em 1984 e era considerado o principal rival de Amancio Ortega, da Zara
A família de Isak Andic, fundador da marca de moda Mango, afirmou estar confiante na inocência de Jonathan Andic, após vários meios de comunicação espanhóis noticiarem que este está oficialmente a ser investigado por homicídio no âmbito da morte do empresário, avança a Reuters.
Num comunicado, a família garantiu que continuará “a cooperar com as autoridades competentes, como tem feito até agora”, acrescentando que confia que o processo “se conclua o mais rapidamente possível e que prove a inocência de Jonathan Andic”.
Segundo o jornal La Vanguardia, o juiz que investiga a morte de Isak Andic - que caiu de um penhasco com mais de 100 metros, há dez meses, durante uma caminhada na zona das grutas de Montserrat, perto de Barcelona - passou a investigar formalmente Jonathan em setembro, na sequência de declarações contraditórias prestadas como testemunha.
Para além disso, as autoridades estão a analisar o telemóvel de Jonathan em busca de novas provas. No entanto, apesar dos dez meses de investigação, ainda não foi encontrada qualquer evidência conclusiva que ligue Jonathan à morte do pai. O processo permanece sob segredo de justiça, segundo o tribunal.
Isak Andic, nascido em Istambul e radicado na Catalunha desde os anos 1960, fundou a Mango em 1984 e era considerado o principal rival de Amancio Ortega, da Zara. No momento da sua morte, era presidente não executivo da marca e detinha uma fortuna estimada em 4,5 mil milhões de dólares, segundo a Forbes.
Após a sua morte, Jonathan foi nomeado vice-presidente do conselho de administração e presidente da holding MNG, enquanto as irmãs Judith e Sarah assumiram cargos de vice-presidência.
O diretor executivo Toni Ruiz passou a presidir ao conselho de administração.
