PS faz novas aproximações ao Governo no IRS. Mas ainda há motivos para braço-de-ferro

31 mai, 17:31
António Mendonça Mendes. LUSA

Esta sexta-feira era o último dia para apresentar alterações às propostas do PS, BE e PCP que se encontravam na fase da especialidade. Governo, através do PSD, também tem diploma reformulado. Vão todos a votações na próxima quarta-feira

O PS apresentou esta sexta-feira alterações à sua proposta para o IRS, fazendo aproximações ao diploma reformulado entretanto apresentado pelo PSD - e, logo, apoiado pelo Governo.

Os socialistas introduzem alterações em dois escalões: no quinto e no sexto.

No quinto, o PS desce ao mesmo valor dos social-democratas na proposta reformulada a 21 de maio, de 32%.

No sexto, há uma aproximação, para uma taxa de 35,5%. Para este escalão, a última movimentação do PSD ficava nos 35%. Há assim aproximações de ambas as partes, já que as versões iniciais eram de 36% para o PS e 34% para o PSD.

À CNN Portugal, António Mendonça Mendes explica que continua a existir uma divergência no que respeita ao segundo escalão. A última proposta do PSD era de uma taxa de 17,5%. O PS insiste nos 16,5%.

Quanto ao oitavo e nono escalões, o deputado socialista explica que, apesar de não haver mexidas do lado do PS, o IRS “desce na mesma” devido às alterações nos limites dos escalões.

Além das alterações à própria proposta socialista, o PS apresentou mudanças às propostas do BE e do PCP.

Na proposta bloquista, os socialistas adotam uma alteração para dar margem ao Governo no tema da dedução com juros do crédito à habitação e prometem acompanhar a atualização automática da dedução específica com o IAS.

“Não acompanhamos o valor a subir em 2025, porque cabe ao Governo decidir”, realçam.

Já no que respeita à proposta do PCP, é feita uma alteração para corrigir o Adicional de Solidariedade.

Esta sexta-feira era o último dia para apresentação de propostas de alteração na fase da especialidade.

Estas três propostas na Comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública serão votadas na próxima quarta-feira. 

Nesse dia é também sujeita a escrutínio a última proposta do PSD, onde, segundo o partido, foram feitas aproximações às exigências dos restantes partidos.

Relacionados

Economia

Mais Economia

Patrocinados