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Esta é a bomba "destruidora de bunkers" norte-americana que Israel quer que seja usada no Irão

CNN , Haley Britzky e Lou Robinson
19 jun 2025, 11:30
Foto divulgada pela Força Aérea dos Estados Unidos a 2 de maio de 2023, aviadores observam uma GBU-57, conhecida como Massive Ordnance Penetrator, na Base Aérea de Whiteman, no Missouri.
Crédito obrigatório: Força Aérea dos Estados Unidos/AP via CNN Newsource
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Israel pressionou EUA a usarem a sua bomba GBU-57 no Irão. Eis o que esta arma é capaz de fazer

À medida que o presidente Donald Trump se mostra cada vez mais favorável à ideia de usar recursos militares dos EUA para atacar instalações nucleares iranianas, autoridades e especialistas sugerem que a bomba "destruidora de bunkers" (“bunker buster”) de 13,6 toneladas dos EUA é a única arma capaz de destruir a Fábrica de Enriquecimento de Combustível de Fordow, uma instalação considerada fundamental para o programa nuclear de Teerão, que foi construída dentro de uma montanha e se estende profundamente no subsolo.

A munição perfurante de grande calibre GBU-57A/B (MOP - Massive Ordnance Penetrator), que ainda não foi utilizada em operações, foi concebida para "atingir e destruir as armas de destruição maciça dos nossos adversários localizadas em instalações bem protegidas", de acordo com uma ficha informativa da Força Aérea dos EUA.

A arma é uma bomba de 13,6 toneladas com 2,7 toneladas de "explosivos de alta potência", explica Masao Dahlgren, membro do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais do Projeto de Defesa Antimísseis.

Os EUA são o único país capaz de bombardear esta importante instalação nuclear iraniana
A instalação nuclear iraniana de Fordow possui instalações enterradas a uma profundidade que torna muito difícil danificá-las com sistemas de armas convencionais. Os Estados Unidos são o único país conhecido por possuir uma bomba capaz de atingir um alvo tão profundo: a GBU-57 Massive Ordnance Penetrator.
Fontes: Força Aérea dos EUA; Gabinete do Diretor, Testes Operacionais e Avaliação; Exército dos EUA, Rede de Integração de Dados do Ambiente Operacional; Segurança Global; Instituto Real Unido de Estudos de Defesa e Segurança; CNN
 

A bomba tem "um invólucro realmente espesso e duro", explica Dahlgren, para que os explosivos resistam ao impacto do solo e penetrem nas profundezas que se pretende atingir.

“Há a estrutura e há o explosivo no detonador – o explosivo precisa ser robusto o suficiente para não detonar sem ser acionado, a estrutura precisa ser forte o suficiente para descer tão fundo e atingir com tanta força e transmitir energia suficiente para chegar tão fundo. E então o detonador precisa de ser resistente o suficiente para sobreviver a tudo isso e inteligente o suficiente para saber quando explodir”, diz Dahlgren.

“É um programa realmente complexo.” O tamanho exato da Fábrica de Enriquecimento de Combustível de Fordow não é claro; a CNN já noticiou que os seus corredores estão estimados em entre 80 e 90 metros abaixo do solo. Um grupo de reflexão sediado no Reino Unido, o Royal United Services Institute, afirmou que a MOP pode nem sequer ser capaz de atingir Fordow, dizendo num relatório recente que “provavelmente seria necessário múltiplos impactos no mesmo ponto de mira para ter boas hipóteses de penetrar nas instalações”.

Os testes com a bomba começaram em 2004, entre uma crescente preocupação com armas de destruição em massa, conta Dahlgren. Um dos fatores que levaram ao seu desenvolvimento, acrescenta, foram estudos que mostraram que bombardear a entrada de uma instalação “não geraria pressão de explosão suficiente para destruir toda a instalação”.

“Parte da necessidade desses penetradores deve-se ao fato de que é difícil simplesmente bombardear as entradas e sair impune”, afirna Dahlgren.

“É possível retardar temporariamente o progresso de um programa, mas não destruir completamente as coisas desta forma.”

Em 2009, a Boeing ganhou o contrato para integrar o sistema de armas nas aeronaves dos EUA. O B-2 Spirit da Força Aérea – um bombardeiro pesado multifuncional – é a única aeronave capaz de desacarregar a bomba operacionalmente.

O B-2, fabricado pela Northrop Grumman, é a “espinha dorsal da tecnologia furtiva”, de acordo com a empresa. A aeronave voa a partir da Base Aérea de Whiteman, no Missouri, EUA, e foi exibida publicamente pela primeira vez em novembro de 1988. Os EUA utilizaram bombardeiros B-2 em 2024 para atacar os houthis apoiados pelo Irão no Iémen, visando instalações subterrâneas de armazenamento de armas.

O bombardeiro – pilotado por uma tripulação de dois homens – pode voar aproximadamente 11 mil quilómetros sem reabastecimento, de acordo com a Força Aérea dos EUA. As suas capacidades de “furtividade” permitem-lhe “penetrar nas defesas mais sofisticadas do inimigo e ameaçar os seus alvos mais valiosos e fortemente defendidos”, detalha a Força Aérea.

Não é claro quantas munições os EUA têm em inventário; em 2009, a Boeing entregou 20 à Força Aérea, que estavam em vigor em 2015. Dahlgren estima que há cerca de 30 munições no arsenal dos EUA.

Imagem no topo: nesta foto divulgada pela Força Aérea dos Estados Unidos a 2 de maio de 2023, pilotos observam uma GBU-57, conhecida como "Massive Ordnance Penetrator", na Base Aérea de Whiteman, no Missouri. Crédito:Força Aérea dos Estados Unidos/AP via CNN Newsource

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