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Cessar-fogo no Médio Oriente em risco após noite de ataques entre Irão e EUA. Trump diz que ataque retaliatório foi "pancadinha de amor"

8 mai, 00:04
USS Abraham Lincoln no Estreito de Ormuz (Handout Photo by the U.S. Navy via Getty Images)
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Apesar dos ataques de parte a parte, um funcionário governamental americano disse à Fox News que os bombardeamentos não significam o fim da trégua

O cessar-fogo em vigor entre EUA e Irão foi fortemente ameaçado esta quinta-feira após uma troca de ataques entre os dois países

As primeiras informações partiram da agência estatal iraniana IRIB, que afirmou, citando uma fonte militar anónima, que "unidades inimigas" que operavam na zona do Estreito de Ormuz foram alvo de disparos de mísseis iranianos, na sequência de um ataque das forças armadas dos EUA a um petroleiro iraniano.

Mais tarde, a Tasnim, agência semioficial do regime, clarificou a situação e referiu que o Irão tinha atacado três contratorpedeiros americanos perto do Estreito de Ormuz e que os mesmos se deslocaram para o Golfo de Omã.

O Irão, através do seu alto comando militar, acusou ainda os EUA de atacarem áreas civis do país, no caso a ilha de Qeshm e a cidade de Bandar Abbas, “com a colaboração de países da região”.

A resposta americana à narrativa iraniana foi dada pelo Comando Central dos EUA (CENTCOM), que afirmou que as forças americanas realizaram ataques retaliatórios contra o Irão após Teerão ter atacado os tais três contratorpedeiros americanos perto do Estreito de Ormuz.

"As forças norte-americanas intercetaram ataques iranianos não provocados e responderam com ataques de autodefesa enquanto os contratorpedeiros lançadores de mísseis da Marinha dos EUA atravessavam o Estreito de Ormuz em direção ao Golfo de Omã", pode ler-se na publicação feita no X.

O CENTCOM diz que os navios envolvidos são o USS Truxtun, o USS Rafael Peralta e o USS Mason.

"O Comando Central dos EUA neutralizou ameaças iminentes e atacou instalações militares iranianas responsáveis por ataques contra as forças norte-americanas, incluindo bases de lançamento de mísseis e drones; postos de comando e controlo; e centros de inteligência, vigilância e reconhecimento. O CENTCOM não pretende uma escalada do conflito, mas mantém-se posicionado e pronto para proteger as forças norte-americanas", conclui o CENTCOM.

Já bem dentro da noite, o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou os ataques retaliatórios americanos, que disse serem uma "pancadinha de amor", à ABC News, e referiu que o cessar-fogo se mantém em vigor apesar das hostilidades.

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