Trata-se de território que em parte pertence à UE e em parte à Turquia - e é território que fica a uma hora de avião de Israel
O secretário da Defesa britânico, John Healey, confirmou este domingo que o Irão lançou dois mísseis balísticos contra território europeu, nomeadamente cipriota. Os mísseis teriam como alvo as duas bases britânicas em Chipre, a partir das quais caças Eurofighter e F-35 estão a abater mísseis iranianos que visam Israel e a Jordânia.
Chipre fica a cerca de uma hora de Israel e da Jordânia em voo comercial e faz parte da União Europeia - mas uma parte do seu território pertence à Turquia (República Turca de Chipre do Norte). A Turquia tem o segundo maior exército da NATO, sendo o maior o dos Estados Unidos.
"Não acreditamos que os ataques fossem dirigidos a Chipre, mas, mesmo assim, é um exemplo de como existe uma ameaça muito real e crescente por parte de um regime que está a atacar amplamente toda a região", afirmou John Healey.
À BBC, argumentou que “ninguém lamentará” a morte do líder supremo do Irão, o aiatola Ali Khamenei, morto este sábado nos ataques conjuntos dos EUA e Israel.
John Healey concretizou ainda que cerca de 300 militares britânicos numa base no Bahrein estiveram “a algumas centenas de metros” de um ataque iraniano com mísseis e drones levado a cabo no sábado.
Healey confirmou ainda que os soldados britânicos no Iraque abateram pelo menos um drone iraniano. Explicou ainda que os aviões britânicos encontram-se a “abater” drones e mísseis que “ameaçam” as bases britânicas e de aliadas na região. Recusou, todavia, dizer se o Reino Unido não autorizou os EUA a utilizar bases britânicas ou a comentar a legalidade das ações conjuntas de americanos e israelitas.
Alemães alertam para mais ataques do Irão a território europeu e pedem adoção de medidas de proteção
Entretanto, os serviços secretos alemães alertaram para a possibilidade de retaliações iranianas na Europa. A posição foi assumida este domingo pelo chefe da comissão parlamentar alemã de controlo dos serviços secretos.
"O regime iraniano demonstrou, repetidamente, no passado que realiza o seu terror além das suas próprias fronteiras", disse Marc Henrichmann ao jornal Süddeutsche Zeitung.
"As medidas de retaliação, incluindo por células adormecidas iranianas na Europa, não podem ser descartadas", acrescentou, dizendo que as medidas de proteção devem ser adaptadas, se necessário.