Como proteger-se dos ladrões de iPhone que bloqueiam o acesso ao seu próprio telemóvel

CNN , Samantha Murphy Kelly
18 mai, 15:00
Apple, iPhone 15 Pro (fonte AP)

Antes que o azar lhe bata à porta, há estratégias que pode adotar para minimizar as probabilidades e os efeitos

Parece estar a crescer um método complexo e preocupante de controlar o iPhone de um utilizador, bloqueando-o permanentemente e deixando-o sem acesso ao dispositivo.

Alguns ladrões de iPhones estão a explorar uma configuração de segurança, chamada chave de recuperação, que torna praticamente impossível que os donos dos aparelhos tenham acesso às fotografias, mensagens e dados, entre outros, segundo avançou o Wall Street Journal. Algumas vítimas disseram inclusive à publicação que as suas contas bancárias foram “limpas” após os assaltantes terem tido acesso às aplicações financeiras.

Contudo, é importante referir que este tipo de controlo é difícil de conseguir. Implica sobretudo que o criminoso veja o dono do iPhone a introduzir a senha no aparelho – por exemplo, olhando por cima do ombro num bar ou num evento desportivo – ou mesmo manipulando o dono do aparelho de modo a partilhar a senha. É isto que é preciso, antes de roubarem o aparelho propriamente dito.

A partir daí, o ladrão poderá usar essa palavra-passe para alterar a conta Apple do aparelho, desligar a funcionalidade ‘Encontrar o meu iPhone’ para que a localização não possa ser rastreada e repor a chave de recuperação, um código complexo de 28 dígitos destinado a proteger os donos de ‘hackers’ [piratas informáticos].

A Apple requer esta chave para ajudar a redefinir ou recuperar o acesso a uma conta Apple, também conhecida como ID, procurando assim reforçar a segurança do proprietário. Contudo, se um ladrão a alterar, o dono original não terá o acesso ao novo código e acabará bloqueado, ficando fora da conta.

“Estamos solidários com as pessoas que tiveram este tipo de experiência. Levamos todos os ataques aos nossos utilizadores muito a sério, por mais raros que sejam”, afirmou um porta-voz da Apple numa declaração à CNN. “Trabalhamos, de uma forma incansável, todos os dias, para proteger as contas e dados dos nossos utilizadores. E estamos sempre a investigar novas proteções contra ameaças crescentes, como esta”.

No seu site, a Apple avisa os utilizadores que são “responsáveis por manter o acesso aos seus dispositivos de confiança e chave de recuperação. Se perder os dois elementos, poderá ter o acesso à sua conta bloqueado de uma forma permanente”.

Jeff Pollard, vice-presidente e analista principal da Forrester Research, considera que a empresa devia oferecer mais opções de apoio ao cliente, bem como "formas de autenticação dos utilizadores Apple que permitam redefinir estas definições”.

Por agora, contudo, há um conjunto de passos que os utilizadores podem fazer para se protegerem caso lhes aconteça algo do género.

Proteger o código de acesso

O primeiro passo é proteger o código de acesso.

Um porta-voz da Apple referiu à CNN que os utilizadores podem usar a identificação facial ou a identificação com recurso à impressão digital para desbloquear o telemóvel quando estão em espaços públicos, evitando assim revelar a sua palava-passe a quem possa estar a ver.

Os utilizadores podem também criar um código mais longo, logo mais difícil de descobrir. Se acharem que alguém viu o código de acesso, os donos de iPhone devem também alterá-lo imediatamente.

Definições do Tempo de Ecrã

Outro passo a considerar é uma dica que circula online, embora a Apple não se associe necessariamente a ela.

Numa das definições de Tempo de Ecrã do iPhone, que permite estabelecer restrições no modo como as crianças utilizam o aparelho, existe a opção de configurar uma palavra-passe secundária. A mesma seria exigida a qualquer utilizador antes de conseguirem alterar, com sucesso, uma conta da Apple.

Se ativar esta funcionalidade, o ladrão teria de inserir esta palavra-passe secundária antes de mudar a palavra-passe do ID da Apple.

Cópias de segurança regulares

Os donos de iPhone podem ainda proteger-se ao fazerem regularmente cópias de segurança do aparelho, também conhecidas como ‘backup’. Podem fazê-lo através do iCloud ou do iTunes. Assim, os dados podem ser recuperados caso o iPhone seja roubado. Em simultâneo, os utilizadores podem considerar armazenar fotografias ou outros documentos importantes, bem como dados sensíveis, num serviço de ‘cloud’ [nuvem] como estes: Google Photos, Microsoft OneDrive, Amazon Photos ou Dropbox.

Este passo não vai impedir que os larápios tenham acesso ao dispositivo. Contudo, vai reduzir as consequências, caso tal aconteça.

Tecnologia

Mais Tecnologia

Patrocinados