Autoridades estão a tentar reconstruir os últimos 25 anos da vida de Cláudio Valente
A Unidade Nacional de Contraterrorismo da Polícia Judiciária está a colaborar com o FBI na investigação ao ataque na Universidade de Brown e à morte de Nuno Loureiro.
"Face às inúmeras solicitações da comunicação social, isto, a propósito das notícias que dão conta do envolvimento de um cidadão português em investigações por parte das Autoridades dos Estados Unidos da América, aos factos relacionados com o homicídio do físico Nuno Loureiro e de estudantes da Universidade de Brown, a Polícia Judiciária informa que foi ontem contactada e se encontra a prestar colaboração e apoio às autoridades daquele país, desde o momento inicial em que o suspeito se tornou, para aquelas, alvo de interesse", lê-se na nota enviada à redação.
Ao que a CNN Portugal apurou, as autoridades estão a tentar reconstruir os últimos 25 anos da vida de Cláudio Valente.
O português foi encontrado morto na noite de quinta-feira com um ferimento de bala autoinfligido, anunciou o chefe de polícia de Providence, no estado norte-americano de Rhode Island, Oscar Perez, em conferência de imprensa.
Segundo a investigação, o suspeito - obteve o estatuto de residente permanente legal nos EUA em 2017 - terá agido sozinho.
O programa de vistos, conhecido como 'green cards' ou 'cartões verdes', disponibiliza anualmente até 50 mil vistos, através de sorteio, a pessoas de países pouco representados nos Estados Unidos, muitos deles em África.
Há muito que Trump se opõe a este programa e ao sorteio, que foi criado pelo parlamento norte-americano. Quase 20 milhões de pessoas inscreveram-se no sorteio de 2025, tendo sido selecionadas mais de 131 mil, incluindo cônjuges.
Após serem sorteados, devem passar por uma verificação para poderem entrar nos Estados Unidos, que inclui uma entrevista em consulados e os mesmo requisitos que os restantes candidatos a vistos.
Os cidadãos portugueses ganharam apenas 38 vagas no ano passado.