Carros da Tesla investigados após relatos de travagens inesperadas

CNN , Matt McFarland
23 fev, 11:00
Tesla. STR/AFP/Getty Image

A Administração norte-americana de Segurança no Trânsito Rodoviário, a NHTSA, está a investigar relatos de Teslas que travam inesperadamente quando seguem em modo de piloto automático.

A travagem acontece “sem aviso, aleatoriamente, e muitas vezes de forma repetida numa única viagem”, segundo a NHTSA. Estima-se que 416 mil veículos possam ser afetados. A agência não disse se estava a par de quaisquer colisões, ferimentos ou mortes associadas ao problema.

O gabinete de investigação de defeitos da agência recebeu, nos últimos nove meses, 354 queixas de travagens inesperadas nos carros Tesla Model 3 e Tesla Model Y, de 2021 e 2022. A alegada travagem acontece quando está a ser usado o Autopilot, o modo de assistência ao condutor da Tesla, que permite que o veículo trave e conduza de forma automática. Os proprietários dos Teslas referem-se às vezes à ativação inesperada do travão como “travagem fantasma”.

A investigação da NHTSA concentra-se nos Teslas produzidos desde que a fabricante retirou o radar da maioria dos seus carros, optando por confiar exclusivamente em câmaras no seu modo de assistência ao condutor. A NHTSA não está a investigar o Model X e o Model S, dos quais a Tesla não retirou imediatamente o radar.

Uma pessoa que apresentou uma queixa à NHTSA alegou que o seu Tesla novo, que não possui radar, tem mais problemas de “travagem fantasma” do que o Tesla anterior, que tinha radar.

“O novo Model Y apenas com câmaras não é de confiança e é perigoso”, escreveram. “O veículo trava aleatoriamente, quando não há trânsito, em plena luz do dia.”

Outra pessoa que apresentou uma queixa alegou que o problema aconteceu mais de 20 vezes durante uma viagem da Califórnia para o Colorado.

“Acho que este problema é extremamente perigoso e não uso o piloto automático desde outubro”, escreveu a pessoa.

A Tesla não respondeu a um pedido de comentário.

A investigação da agência é, tecnicamente, uma “avaliação preliminar”, que pode levar a fabricante a ter de retirar os carros de circulação. A NHTSA tinha aberto uma avaliação preliminar ao pacote Boombox da Tesla, no outono passado, antes de a fabricante emitir uma retoma de segurança no mês passado. (O pacote foi alvo da retoma porque podia ter um impacto negativo no sistema de alerta de peões e aumentar a probabilidade de um acidente.)

A avaliação preliminar da travagem inesperada “determinará o âmbito e a gravidade do potencial problema e avaliará as possíveis questões de segurança”, segundo a NHTSA.

A Tesla enfrentou uma série de retomas recentes, incluindo problemas com um alerta do cinto de segurança e do software de “condução autónoma total”.

Geralmente, os veículos elétricos como os Teslas conseguem ser reparados através de atualizações de software automáticas. Essas correções podem ser feitas rapidamente e não são tão inconvenientes nem tão pesadas, financeiramente, para os condutores e fabricantes, como as retomas convencionais.

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