Sobe para 127 o número de mortos nas inundações no sul do Brasil

Agência Lusa , MJC
11 mai, 08:53

A situação, já grave, pode piorar nos próximos dias, quando são esperadas novas tempestades com chuvas, frio e fortes rajadas de vento

Pelo menos 127 pessoas morreram na sequência das inundações sentidas há uma semana no sul do Brasil e o número de pessoas afetadas atingiu quase dois milhões, segundo o último boletim da Defesa Civil.

De acordo com a organização, a maior tragédia climática da história da região sul do Brasil também deixou 141 pessoas desaparecidas e 756 feridas.

A situação mais dramática é a do Rio Grande do Sul, estado que faz fronteira com a Argentina e o Uruguai, onde foram registadas pelo menos 126 mortes. A outra vítima foi no estado vizinho de Santa Catarina.

De acordo com a Defesa Civil, a tragédia espalhou-se por 441 dos 497 municípios do Rio Grande do Sul, afetando 1,95 milhões de pessoas, o que corresponde a 17,3% dos 11,3 milhões de habitantes de um dos estados mais ricos do país.

Dos afetados, 71.409 tiveram que ir para abrigos improvisados em escolas, ginásios e igrejas, e outros 339.929 em casas de familiares e amigos.

A Defesa Civil detalhou ainda que os trabalhos de resgate, envolvendo 27.218 bombeiros, militares e policias com o apoio de 3.466 patrulhas, 41 aeronaves e 340 embarcações, resultaram até o momento no salvamento de 70.863 pessoas e 9.984 animais.

As cheias devastadoras destruíram partes de algumas cidades, deixaram muitos municípios completamente submersos e outros, como Porto Alegre, a capital regional, parcialmente submersos, e deixaram um enorme rasto de destruição.

Cidades como Canoas e Eldorado ainda estão debaixo de água, e outras como Muçum, da qual só restaram escombros, começam a planear sua reconstrução em áreas mais altas e longe das margens dos rios.

Embora a prioridade seja o resgate, as autoridades tiveram que anunciar na sexta-feira um reforço na segurança, já que houve casos de saques em algumas localidades e até agressões sexuais em alguns abrigos para vítimas do desastre.

Uma das principais preocupações é o impacto económico da tragédia, uma vez que o Rio Grande do Sul é um importante centro agrícola do país e o maior produtor de arroz do Brasil.

A situação, já grave, pode piorar nos próximos dias, quando são esperadas novas tempestades com chuvas, frio e fortes rajadas de vento.

O Governo brasileiro prevê que as chuvas devem chegar a 115 milímetros entre sábado e domingo, o que voltará a pressionar o nível dos rios que já transbordam, segundo o ministro da Secretaria de Comunicação Social do Brasil, Paulo Pimenta.

O Governo de Lula da Silva anunciou na quinta-feira um pacote de ajuda financeira de 50 mil milhões de reais (9,8 mil 9,09 mil milhões de euros) para o Rio Grande do Sul.

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