Ministério Público descarta crime nas mortes de mãe e filho em Coimbra

19 fev 2025, 10:26
Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra

Processo foi arquivado

O Ministério Público descartou, em despacho de 11 de fevereiro, a hipótese de crime nas mortes de uma criança de 7 anos e da mãe, de 49 anos, respetivamente a 11 e 25 de dezembro de 2023, em Coimbra.

De acordo com uma nota publicada na da Comarca de Coimbra da Procuradoria-Geral da República, "o Ministério Público entendeu não existirem indícios de responsabilidade criminal na ocorrência daquelas duas mortes".

"No inquérito, iniciado a 12 de dezembro de 2023, foram efetuadas exaustivas diligências de prova que incluíram, designadamente, a realização de perícias médico-legais, exames e estudos toxicológicos e laboratoriais, junção de documentos clínicos e inquirição de testemunhas. Das diligências realizadas não resultou qualquer elemento objetivo e factual, pericial ou meramente indiciário, suscetível de considerar a eventual ação humana, negligente, dolosa ou acidental, na causa da morte da criança e da sua mãe", adianta o comunicado.

Segundo o MP, a morte da criança "foi devida a miocardite aguda linfocítica e pneumonia/pneumonite aguda, ambas de eventual etiologia vírica, complicadas de falência multiorgânica". Relativamente à mãe, "nada obsta" que a morte "devida a infeção por Rinovirus A, associada a disfunção multiorgânica em contexto de choque séptico, que surgiu como complicação".

"Tal constitui causa de morte natural."

A Polícia Judiciária, autoridade responsável pela investigação, já tinha excluído a hipótese de crime na morte da criança.

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