Interrupções voluntárias da gravidez com a maior queda em quinze anos

3 jun, 08:07
Saúde

Os últimos registos sobre interrupção voluntária da gravidez tinham sido divulgados em 2018. Olhando para os últimos dez anos, entre 2011 e 2021, a quebra no número de IVG foi de 42%

Os dados são provisórios e serão divulgados esta sexta-feira pela Direção-Geral da Saúde (DGS) mas, segundo o jornal Público, o número de interrupções voluntárias da gravidez (IVG) registou nos anos de pandemia o número mais baixo dos últimos 15 anos, desde que foi legalizado o aborto até às 10 semanas por vontade da mulher.

Os últimos registos sobre interrupção voluntária da gravidez eram de 2018, quando se fizeram  14.336 IVG em Portugal. Em 2019 foram feitos 14.696 abortos; no ano seguinte, em 2020, as interrupções de gravidez desceram para as 13.777 e, em 2021, o número desceu para 11.640. 

Olhando para os últimos dez anos, entre 2011 e 2021, a quebra no número de IVG foi de 42%, de 19.921 IVG para 11.640. 

A descida de 2021, disse ao Público a obstetra Ana Campos, poderá justificar-se, porém, com a redução dos contactos que foi imposta pelas restrições da pandemia. Ainda assim, a médica reconhece que. por trás desta descida, também pode estar o facto de as pessoas usarem "mais e melhor a contraceção", uma explicação que é corroborada pela própria DGS.

De acordo com os dados da DGS, citados pelo Público, confirma-se o "decréscimo consistente do número de Interrupções da Gravidez por opção da mulher", sabendo-se igualmente que o tempo médio entre a consulta prévia e o momento da realização da interrupção por opção da mulher manteve-se em relação aos anos anteriores, o que mostra, à partida, que a resposta das instituições de saúde não foi prejudicada pela pandemia: em 2021 e 2020, o tempo médio de espera foi de 6,22 e em 2019 de 6,4 dias, com uma mediana de cinco dias. 

O grupo etário que realizou maior número absoluto de interrupções de gravidez continua a ser o dos 20-24 anos de idade, logo seguido dos 25-29 anos, mantendo-se a tendência decrescente no número de interrupções realizadas por adolescentes, indica a DGS, nos dados já revelados pelo Público.

Acrescenta-se ainda que, no privado, mais de 98% dos casos foram resolvidos com recurso a medicamentos, enquanto que nos privados o método preferencial foi a cirurgia com anestesia geral. 
 

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