Interpol lança apelo público. Já conseguiu recentemente resolver mistério que tinha 31 anos
NOTA: SE TIVER ALGUMA INFORMAÇÃO, VEJA AQUI COMO PROCEDER
O horrível caso de uma jovem encontrada violada, estrangulada e queimada numa floresta na Alemanha é um das dezenas que fazem parte de uma campanha destinada a resolver casos arquivados de seis países europeus.
A Interpol, a agência mundial de polícia, divulgou os pormenores de 46 casos arquivados que envolvem mulheres que foram assassinadas ou morreram em circunstâncias suspeitas ou inexplicáveis, alguns dos quais foram encontrados há décadas, de acordo com um comunicado divulgado recentemente.
A agência divulgou detalhes de dezenas de histórias angustiantes na esperança de gerar pistas cruciais para levar os criminosos por trás de qualquer assassinato à justiça.
Outra das vítimas não identificadas foi encontrada em junho de 2021 num saco em Saint-Denis, França, e uma terceira foi encontrada morta num quarto de hotel em Premia de Mar, Espanha, em 1999.
Os 46 casos foram acrescentados ao apelo "Identifique-me" da Interpol - esse apelo foi feito inicialmente em maio de 2023 e pedia ao público que ajudasse a identificar 22 mulheres falecidas. A campanha gerou cerca de 1.800 informações do público, informou a Interpol.
Uma mulher foi identificada apenas dois dias após o lançamento da campanha no ano passado, 31 anos depois de a família ter tido notícias dela pela última vez.
Os familiares de Rita Roberts, de Cardiff, País de Gales, reconheceram uma das suas tatuagens na cobertura noticiosa da campanha e contactaram a linha direta de apelo.
Roberts deixou Cardiff em fevereiro de 1992 e a família soube dela pela última vez em maio desse ano. O seu corpo não identificado foi encontrado em Antuérpia, na Bélgica, a 3 de junho, e uma investigação concluiu que tinha sido assassinada.
As informações sobre os novos casos foram publicadas no site da Interpol, incluindo reconstruções faciais de algumas mulheres e imagens de objectos encontrados junto dos seus restos mortais.
Incluem mais casos arquivados da Bélgica, Alemanha e Países Baixos, bem como alguns de França, Itália e Espanha, que se juntaram à campanha na sua segunda fase.
“Queremos identificar as mulheres falecidas, dar respostas às famílias e fazer justiça às vítimas. Mas não o podemos fazer sozinhos”, afirma o secretário-geral da Interpol, Jürgen Stock, em comunicado.
“Mesmo a mais pequena informação pode ser vital para ajudar a resolver estes casos arquivados. Quer se trate de uma memória, de uma dica ou de uma história partilhada, o mais pequeno pormenor pode ajudar a descobrir a verdade”, acrescenta Stock.
“O público pode ser a chave para desvendar um nome, um passado e para fazer justiça há muito esperada.”
No âmbito da campanha, a Interpol divulgou pela primeira vez partes dos seus alertas de Aviso Negro, que normalmente só estão disponíveis para a polícia.
Cada caso arquivado tem um Aviso Negro, que inclui informações como o local onde o corpo foi encontrado, fichas dentárias, descrições de qualquer vestuário encontrado com o corpo e informações biométricas como impressões digitais, ADN ou imagens faciais.
“Cada uma destas mulheres falecidas tem uma história e os familiares que merecem respostas”, lê-se no comunicado da Interpol.
“Apelamos a qualquer pessoa que tenha informações para que se apresente e ajude neste esforço vital.”