Vítor Pereira esclarece palavras sobre o Liverpool: «Não fui feliz»

27 mai, 23:50
Vítor Pereira no Corinthians-Fortaleza

Treinador português do Corinthians completou raciocínio esta sexta-feira e falou ainda da utilização de Róger Guedes

O treinador português Vítor Pereira, ao serviço do Corinthians no Brasil, esclareceu esta sexta-feira as palavras que proferira no domingo sobre o Liverpool após o empate com o São Paulo, completando o raciocínio ao referir que ia «já para o Liverpool», sim, mas para poder jogar a final da Liga dos Campeões, que os ingleses disputam este sábado com o Real Madrid.

«Eu em casa, a ouvir as minhas palavras, percebi que não fui feliz ao expressar o que pretendia. Muitas vezes aqui, à frente das câmaras, queremos expressar determinada coisa. Eu interrompi um raciocínio que estava cá dentro e, entretanto, tinha outra coisa para dizer e aquilo ficou meio no ar e esquisito e não tenho problema em pedir desculpa a quem ofendi. O Corinthians é um grande clube, com uma história fantástica, que me trata bem desde o primeiro dia, que me faz sentir em família. Nunca seria desrespeitoso», começou por dizer, numa conferência de imprensa esta sexta-feira, depois de conhecido o resultado do sorteio dos oitavos de final da Libertadores.

«O que ia no meu raciocínio e cortei a meio era que eu também gostava, num contexto e naquela coisa de querermos decidir para a nossa vida, se o Liverpool me chamasse, de jogar a final da Liga dos Campeões. Foi o que eu pensei, mas como interrompi o raciocínio, aquilo ficou no ar. Portanto, ia já para o Liverpool para jogar a final da Liga dos Campeões, mas acabei por não dizer e, ao ouvir em casa, pronto… Não fui feliz», completou.

O técnico falou também, esta sexta-feira, acerca da utilização do avançado Róger Guedes e do que espera do atleta.

«A qualidade do Róger não está em causa. Eu sei que ele tem qualidade. Mas o compromisso, a entrega, o espírito de sacrifício, o lutar todos os dias por estar melhor, por ser melhor e claramente dizer-me: “quero ajudar”, isso já não vai com palavras, porque eu já tive uma conversa, duas conversas, três conversas e quando temos uma, duas, três, é quase com um filho. Ele é boa pessoa, bom menino, mas tens uma, duas, três conversas e não vês alteração, depois só acreditas nas ações. Chega-se a uma altura em que já não adianta a conversa. Agora não podemos é inverter os papéis, às vezes fico com a sensação de que eu é que estou mal por estar a exigir, por estar a fazer o melhor pelo clube, por estar a pôr toda a gente no mesmo nível, a treinar, a lutar e a ser competitivo, que eu é que estou mal. Isso não posso aceitar», explicou.

«Chega a uma altura que é preciso expor. Sabem porquê? Todas as vezes que chego aqui, sou cobrado, com inversão de papéis, como se eu é que estivesse mal e ele bem. Mas quando falo dele, falo dele e de todos os outros. Se chega ao treino, se luta, se se entrega, se trabalha, se é competitivo e se chega ao jogo e luta, entrega e trabalha, jogando dez, 20 ou 30 [minutos], na esquerda, na direita ou no meio, esses vão ter sempre oportunidade comigo», finalizou.

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