UE quer que Israel esclareça classificação de ONG palestinianas como terroristas

26 out, 16:13
Manifestações na Palestina contra ocupações israelitas
Manifestações na Palestina contra ocupações israelitas

Governo israelita anunciou incluir na sua lista de “organizações terroristas” as seis ONG, acusadas de ligação à Frente Popular de Libertação da Palestina

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A União Europeia pediu esclarecimentos ao Governo israelita sobre a sua decisão de classificar como terroristas seis organizações não-governamentais (ONG) palestinianas, disse hoje um porta-voz da representação do bloco europeu em Israel.

Estamos a investigar as acusações e em contacto com os parceiros israelitas para pedir esclarecimentos”, indicou a fonte à agência noticiosa espanhola EFE.

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“A UE continuará a respeitar o direito internacional e a apoiar as organizações da sociedade civil que têm um papel a desempenhar na promoção do direito internacional, dos direitos humanos e dos valores democráticos”, adiantou.

Precisou que algumas das ONG em causa realizam atividades financiadas pela União Europeia.

A mesma mensagem foi transmitida na segunda-feira pelo representante da UE nos territórios palestinianos, Sven Kühn von Burgsdorff, numa reunião com membros das seis organizações, na qual participaram também diplomatas de vários países europeus, segundo a EFE.

Acusações anteriores sobre o uso indevido de fundos da UE por parte de organizações da sociedade civil não foram fundamentadas”, indicou o gabinete de Von Burgsdorff na rede social Twitter.

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A decisão que o Governo israelita anunciou na sexta-feira de incluir na sua lista de “organizações terroristas” as seis ONG, acusadas de ligação à Frente Popular de Libertação da Palestina (FPLP), foi imediatamente criticada por defensores dos direitos humanos.

Hoje, a Alta-Comissária para os Direitos Humanos da ONU considerou que a decisão constitui um ataque aos defensores dos direitos humanos, assinalando que a legislação antiterrorismo não deve ser aplicada a direitos humanos legítimos e atividades de ajuda humanitária.

Num comunicado, Michelle Bachelet alertou que as ONG, algumas das quais parceiras das Nações Unidas, “estão a enfrentar terríveis consequências como resultado dessa decisão arbitrária” e "o trabalho crucial” que realizam “para milhares de palestinianos, corre o risco de ser interrompido ou severamente restringido".

O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Autoridade Palestiniana classificou a decisão de “escandalosa”, considerando que representa a última medida “de uma campanha sistemática e implacável contra as organizações da sociedade civil palestiniana e os principais defensores dos direitos humanos”.

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Num comunicado conjunto, a Amnistia Internacional e a Human Rights Watch denunciaram uma decisão “excessiva”, “injusta” e “preocupante” que “ameaça” o trabalho de algumas das mais “importantes” ONG palestinianas.

As seis ONG são as organizações de defesa dos direitos humanos Al-Haq e Addammer, a União de Comités de Mulheres Palestinianas, o Centro de Investigação e Desenvolvimento Bisan, a União de Comités de Trabalho Agrícola e a Defesa Internacional da Infância – Palestina, segundo a EFE.

Na segunda-feira, um alto responsável israelita disse que será enviado um representante aos Estados Unidos para apresentar “provas” que justificam a sua decisão.

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