Em causa está o alegado desentendimento entre as entidades devido a um atraso da reunião da FIFA provocado pelo presidente, Gianni Infantino
Na passada quinta-feira, a FIFA reuniu em Luque, no Paraguai, para o 75.º Congresso do organismo, onde esteve presente inclusive o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Reunião essa que iniciou três horas depois da hora prevista, uma vez que Gianni Infantino, presidente da FIFA, não chegou a horas devido ao atraso de um voo proveniente do Qatar.
Este atraso resultou numa alteração da ordem de trabalhos e levou a que diversas personalidades abandonassem a sala a meio da reunião. Entre eles estava o Aleksander Ceferin, presidente da UEFA.
«Os nossos anfitriões, a Associação Paraguaia de Futebol, e os nossos parceiros da CONMEBOL fizeram um esforço considerável para acomodar tantos delegados, e estamos gratos pela hospitalidade. No entanto, o facto de a programação ter sido alterada à última hora para servir interesses políticos particulares prejudica o futebol e parece colocar os seus interesses em segundo plano», declarou a UEFA após o sucedido.
Esta quarta-feira, a UEFA emitiu um novo comunicado, no qual que procurou esclarecer a situação, reforçando que se trata de um «incidente isolado» e garantindo que não põe em causa a «colaboração contínua» entre as entidades.
«Valorizamos a relação forte e respeitosa que mantemos com a FIFA, baseada na confiança mútua e na paixão partilhada pelo futebol. A relação pessoal entre os nossos dois presidentes é também muito boa, marcada pela comunicação aberta e pelo respeito mútuo. Continuamos empenhados em trabalhar em conjunto pelos melhores interesses do desporto», afirmou a UEFA no último comunicado lançado sobre o assunto.