Turquia: presidente do Eyüpspor e sete árbitros em prisão preventiva

10 nov, 19:24
Presidente do Eyüpspor, Murat Özkaya (Photo by Serhat Cagdas/Anadolu via Getty Images)

Em causa um escândalo de apostas ilegais que originou a suspensão de 149 árbitros

Um escândalo de apostas ilegais está a abalar o futebol turco. O presidente do Eyüpspor, Murat Özkaya, da primeira divisão, e sete árbitros foram condenados esta segunda-feira a penas de prisão preventiva.

Estes são acusados de influenciar resultados de competições desportivas em prol de apostas ilegais. Além do dirigente, a acusação pedia a prisão preventiva para 17 árbitros e um jornalista, com 11 dos réus a ficarem livres da cadeia, mas obrigados a cumprir penas acessórias.

Özkaya, empresário do ramo automóvel, é presidente do Eyüpspor desde 2019, quando o clube ainda disputava a terceira divisão turca, tendo o emblema atingido esta época pela primeira vez a principal divisão do campeonato, na qual segue na penúltima posição (oito pontos em 12 jornadas).

Este caso já resultou em sanções contra 149 árbitros e na renúncia de 45 delegados de jogo da Superliga da Turquia, e as condenações representam a primeira intervenção judicial no escândalo de apostas que envolve profissionais do futebol turco, particularmente árbitros.

Em 31 de outubro, a TFF suspendeu 149 árbitros, acusados de apostarem em jogos e assim violarem a proibição de o fazer. As suspensões aos 149 árbitros punidos variam entre os oito e os 12 meses, detalhou a federação, acrescentando que continuam em curso investigações sobre mais três elementos.

O organismo especificou que 22 dos implicados (sete árbitros principais e 15 assistentes) atuam na primeira divisão. Do grupo visado, 10 dos profissionais identificados fizeram mais de 10 mil apostas, sendo que o mais ativo realizou um total de 18.227 apostas.

A federação turca ainda não especificou, no entanto, se algum dos suspensos é suspeito de ter apostado em desafios por si dirigidos, infração ainda mais grave e com molduras penais mais fortes.

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