Exército sobre tráfico: “Sombra negra” de alguns não pode pôr militares “a olhar para o chão”

16 nov, 19:00
Operação Miríade: tráfico de diamantes terá começado em 2018
Operação Miríade: tráfico de diamantes terá começado em 2018

Tenente-general Martins Pereira discursou na cerimónia de receção aos militares portugueses que regressam após seis meses de missão

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O Comandante das Forças Terrestres do Exército disse esta terça-feira aos militares regressados da República Centro-Africana que não pode ser a “sombra negra” da conduta censurável de alguns que os pode pôr a “olhar para o chão”.

O tenente-general Martins Pereira, Comandante das Forças Terrestres do Exército, discursou esta terça-feira na cerimónia de receção aos militares portugueses que regressam esta terça-feira a Portugal depois de seis meses de missão na República Centro-Africana.

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Não é nem pode a sombra negra da conduta incorreta, errada e censurável a todos níveis de alguns, muito poucos - que será certamente punida judicialmente, e que a todos nós envergonha - que vos ponha a olhar para o chão”, disse aos militares, numa alusão à Operação Miríade.

Para o Comandante das Forças Terrestres, estes militares cumpriram “bem a missão, com comportamento íntegro e diligente, respeitador das populações e das suas dificuldades”.

“E é com honra, ainda que sem vaidade, que devem ostentar os símbolos, distinções e experiências que esta missão vos conferiu”, enalteceu.

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Na perspetiva de Martins Pereira estes militares “estão assim de parabéns e podem estar com o sentimento de missão cumprida”, considerando que esforço destes operacionais “foi importante para promover a paz e a segurança internacionais e para defender os interesses de Portugal naquelas fronteiras afastadas de África”.

A Polícia Judiciária executou, a 08 de novembro, 100 mandados de busca e fez 11 detenções, incluindo militares, um advogado, um agente da PSP e um guarda da GNR, no âmbito da Operação Miríade.

Em causa está a investigação a uma rede criminosa com ligações internacionais e que “se dedica a obter proveitos ilícitos através de contrabando de diamantes e ouro, tráfico de estupefacientes, contrafação e passagem de moeda falsa, acessos ilegítimos e burlas informáticas”, com vista ao branqueamento de capitais.

Em comunicado, o Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA) revelou que alguns militares portugueses em missões da ONU na República Centro-Africana podem ter sido utilizados como "correios” no tráfico de diamantes, ouro e droga, adiantando que o caso foi reportado em dezembro de 2019.

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Após o primeiro interrogatório judicial, o ex-militar e alegado líder da rede criminosa e o seu suposto “braço-direito” ficaram em prisão preventiva.

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