O veredito será conhecido no próximo dia 25 de março
Michel Platini e Sepp Blatter, antigos presidentes da UEFA e da FIFA, respetivamente, continuam sob os radares da justiça suíça. No recurso à absolvição de que ambos foram alvo, numa primeira instância, pelos crimes de corrupção, fraude, falsificação, apropriação indevida de fundos e má gestão, o Ministério Público helvético pede que lhes seja aplicada uma pena de um ano e oito meses de prisão, suspensa por dois anos. O veredito será conhecido a 25 de março.
O caso remonta ao ano de 2011, quando Michel Platini recebeu, por parte da FIFA, cerca de dois milhões de euros (mais de 2,1 milhões de euros à taxa atual) de forma ilícita, segundo o entendimento do Ministério Público da Suíça.
A verba seria referente a serviços prestados por Platini como conselheiro de Blatter entre os anos de 1998 e 2002, e foi paga de forma faseada pelo facto de, naquela altura, as finanças da FIFA não permitirem remunerações tão elevadas, de acordo com os testemunhos recolhidos.
As justificações foram acolhidas pelos três juízes que absolveram, em julho de 2022, os antigos dirigentes dos crimes de que estavam acusados, e que podiam redundar numa pena de até cinco anos de prisão.
Porém, poucos meses depois, o gabinete do procurador-geral suíço recorreu dos primeiros vereditos, com o resultado dessas diligências a ser conhecido no próximo dia 25 de março.
As audiências decorrem até à próxima quinta-feira, em Muttenz, perto de Basileia. Esta semana, Sepp Blatter, perto de completar 89 anos, voltou a defender que a acusação se baseia em «falsidades, mentiras e enganos», enquanto Platini referiu que «não há corrupção, não há fraude, não há nada».
