Jogador do Real Madrid alegadamente partilhou vídeos de cariz sexual de duas jovens, uma delas menor
O Ministério Público (MP) espanhol pediu, esta sexta-feira, uma pena de dois anos e meio de prisão para o futebolista do Real Madrid, Raúl Asencio, por alegada partilha de vídeos de cariz sexual de duas jovens, uma delas menor de idade.
Segundo avança a Cadena SER na noite desta sexta-feira, Asencio é acusado dos dois delitos de divulgação sem consentimento de imagens das duas mulheres, uma de 16 anos à data dos factos e a outra de 18 anos.
Por outro lado, o MP espanhol pede, para outros três ex-colegas do jogador do Real Madrid, Andrés Garcia, Ferrán Ruiz e Juan Rodríguez, uma sentença de quatro anos e sete meses, além de outras medidas como a proibição de aproximação das duas vítimas em qualquer lugar a menos de 500 metros e a proibição por qualquer meio durante seis anos.
Garcia, Ruiz e Rodríguez, que deixaram o Real Madrid depois dos incidentes, foram acusados pela gravação e distribuição sem consentimento de imagens sexuais das duas mulheres, uma delas menor, sendo acusados por distribuição de pornografia infantil, fruto da idade da mais jovem.
Além disto, Asencio deve pagar cinco mil euros a cada uma das vítimas e os restantes arguidos, em conjunto, devem pagar 25 mil euros a cada uma das jovens visadas.
O incidente terá ocorrido a 15 de junho de 2023, num hotel nas Ilhas Canárias, quando os quatro jogadores de futebol se encontraram com as duas queixosas. De acordo com a queixa apresentada na altura pela mãe da menor, esta manteve relações sexuais consentidas com os jogadores de futebol, embora não lhes tenha dado permissão para que a gravassem, muito menos para que partilhassem o vídeo nas redes sociais, como mais tarde descobriram que teria acontecido. A segunda jovem, maior de idade, denunciou a divulgação de um vídeo com conteúdo sexual que terá sido gravado por um dos suspeitos enquanto mantinham relações sexuais consentidas, sendo que a gravação e a posterior divulgação das imagens também não tenham sido consensuais.
Em maio, Asencio reagiu ao caso através das redes sociais, garantindo que não teve «nenhum comportamento» que violasse a liberdade sexual, «muito menos de menores». A defesa da menor tinha pedido quatro anos de prisão para o futebolista.