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Clubes da Liga inglesa aprovam teto salarial e votam contra limite de gastos

21 nov 2025, 16:57
Premier League: Tottenham-Manchester United (FOTO: EPA/NEIL HALL)
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Punição pode ir de multas até dedução de seis pontos (ou mais)

Os clubes da Liga inglesa de futebol aprovaram, esta sexta-feira, a introdução do teto salarial a partir da época 2026/27, mas votaram contra o limite de gastos.

O novo limite salarial significa que os clubes só podem gastar 85 por cento das suas receitas em salários e em comissões e agentes. A aprovação aconteceu pela margem mínima: 14 de 20 votos entre os clubes.

A medida, segundo a Liga inglesa, «tem como intenção promover igualdade de oportunidades aos clubes», aproximando o sistema financeiro da Premier League ao da UEFA, que permite apenas 70 por cento de gastos neste aspeto.

Quanto às sanções, se um clube ficar acima de 115 por cento dos gastos (mais 30 por cento face ao limite) vê deduzidos seis pontos, sendo que esta dedução aumenta em um ponto por cada 7,4 milhões de euros (6,5 milhões de libras) a mais. Se ficar acima dos 85 por cento, mas abaixo dos 115, é apenas multado.

Foi também aprovada, pelos clubes, por unanimidade, a lei de sustentabilidade a curto e longo prazo, que mede a capacidade de os clubes fazerem frente a compromissos económicos a curto e longo prazo.

Por outro lado, o limite de gastos apenas foi votado favoravelmente por sete clubes, acabando por ser reprovado, com 12 votos contra. Um clube optou por se abster.

Este limite de gastos previa que os clubes apenas podiam gastar, no plantel, cinco vezes o que o último classificado recebe de direitos televisivos e prémios. Algo que, em relação à época 2023/24, faria com que os clubes apenas pudessem gastar 500 milhões de libras (cerca de 630 milhões de euros).

Estas medidas não foram bem recebidas por todos os agentes desportivos. Aa associação de jogadores (PFA) ameaçou com processos judiciais, caso os futebolistas não sejam ouvidos numa proposta que pode limitar o que podem receber. «Temos uma tendência no futebol de pensar que estamos acima da lei, mas o futebol não está, e a realidade é que não se pode limitar a capacidade de alguém ganhar a vida», disse o presidente da PFA, Maheta Molango, que diz que «há formas de chegar a acordos em torno da sustentabilidade financeira, mas não pode ser imposta de forma unilateral».

Algumas das mais importantes sociedades de advocacia do Reino Unido consideraram que estas novas regras são contra a lei de livre concorrência do país e seria «um abuso de posição de poder da Liga», além de que «limitar artificialmente a capacidade de gastos» dos clubes seria uma «restrição ilegal do comércio».

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