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Lewandowski e a perda de capitania: «Estava a pôr os meus filhos a dormir»

9 jun 2025, 17:55
Lewandowski marcou e a Polónia venceu a Lituânia (Photo by WOJTEK RADWANSKI/AFP via Getty Images)
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Avançado decidiu renunciar à seleção da Polónia enquanto Michal Probierz for selecionador

Na noite de domingo, enquanto se festejava em Portugal a vitória na Liga das Nações, um 'sismo' atingiu a seleção da Polónia. A sua grande figura, Robert Lewandowski, anunciou a retirada internacional enquanto o técnico Michal Probierz for o selecionador.

Isto porque Probierz retirou a braçadeira de capitão a Lewandowski. O avançado contou a sua perspetiva dos acontecimentos numa entrevista ao jornal polaco Sportowe Fakty. 

«Recebi uma chamada surpresa do treinador Michal Probierz com a informação de que tinha decidido retirar-me a braçadeira. Não estava nada preparado para isso, estava a pôr os meus filhos a dormir. A conversa durou alguns minutos. Nem sequer tive tempo de informar a minha família ou de falar com alguém sobre o que tinha acontecido, porque alguns momentos depois apareceu uma mensagem no sítio oficial da Federação. A forma como me foi comunicada é realmente surpreendente para mim», começou por dizer.

«Não é há um ano ou dois que sou capitão. Há 11 anos que uso a braçadeira e há 17 que jogo pela seleção nacional. Pareceu-me que estas questões deviam ser tratadas de forma diferente. Especialmente porque ainda falta muito tempo para o próximo estágio. Além disso, temos um jogo importante pela frente e tudo foi comunicado por telefone. Não devia ser assim. O treinador traiu a minha confiança», acrescenta o avançado do Barcelona.

Lewandowski diz que o técnico baseou a sua decisão numa entrevista dada pelo avançado, em que admitiu estar cansado, entregando a braçadeira a Zielinski para «facilitar a minha função no plantel» e «tirar pressão» do avançado. 

«No entanto, quero sublinhar: não é que eu tenha ficado subitamente ofendido com a seleção nacional. Ao longo dos anos, sempre dei à equipa tudo o que tinha. A seleção nacional sempre foi a coisa mais importante para mim. Ao mesmo tempo, estou muito magoado com o que aconteceu. Não se trata sequer da decisão relativa à braçadeira, mas da forma como me foi comunicada», disse.

Lewandowski admite voltar à seleção polaca, mas pede «calma» para pensar. Hoje, diz, só sente «arrependimento e raiva». Aos 36 anos, o avançado soma 158 jogos pela Polónia, com 85 golos na conta pessoal.

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