A Superliga de futebol, agora rebatizada de Unify League, pediu o «reconhecimento oficial» da FIFA e da UEFA
A Associação de Ligas Europeias diz não ter sido consultada sobre a anunciada nova competição continental de clubes, que aguarda reconhecimento da FIFA e da UEFA, e entende que a mesma sobrecarregaria um calendário competitivo já congestionado.
A associação liderada pelo português Pedro Proença critica o modelo de competição do A22, apresentado na terça-feira, e considera que esta competição, que se baseia no modelo da Superliga europeia, «aumentaria o número de jogos internacionais num calendário já congestionado».
«Os adeptos e os detentores de direitos têm deixado claro que qualquer tentativa das competições internacionais de clubes existentes ou novas de expandir os seus calendários em detrimento das competições nacionais será rejeitada», refere o comunicado.
A associação garante que para os seus membros «reduzir o número de clubes nacionais nas competições da liga para criar mais espaço para jogos internacionais nunca será uma opção».
O organismo indica que em conjunto com a Associação de Futebolistas Profissionais (FIFPro) solicitou à Comissão Europeia que nenhuma decisão pudesse ser tomada sobre o calendário internacional de jogos sem o acordo formal das ligas nacionais e dos sindicatos de jogadores.
«Continuaremos a trabalhar com todas as partes interessadas relevantes para manter um equilíbrio complementar e sustentável entre o futebol nacional e internacional», indica ainda o documento.
A Superliga de futebol, agora rebatizada de Unify League, pediu o «reconhecimento oficial» da FIFA e da UEFA, apoiando-se na decisão favorável do Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE), segundo anunciou na terça-feira a sociedade A22 Sports Management.
De acordo com a promotora «a competição tem um novo nome, Unify League, em conformidade com a plataforma de streaming que transmitirá os jogos em direto, de forma gratuita».
O pedido da sociedade à FIFA e à UEFA surge quase um ano após a decisão do TJUE, anunciada em 21 de dezembro de 2023, segundo a qual a proibição imposta pelos organismos reguladores do futebol mundial e europeu a atletas e clubes é contrária à legislação comunitária.
