Omar Artan, natural da Somália, foi barrado em Miami e deportado para Istambul
Omar Artan, um dos 52 árbitros nomeados para a fase final do Mundial 2026, foi impedido de entrar no Estados Unidos da América, denunciou Ciise Aden Abshir, conselheiro do ministério do desporto da Somália, à agência AFP.
Segundo a mesma fonte, o árbitro aterrou esta segunda-feira em Miami, onde viu a entrada em território norte-americano ser-lhe barrada pelas autoridades locais, apesar de ter um visto válido.
As viagens entre a Somália e os Estados Unidos da América foram proibidas pela administração Trump, podendo residir aí a justificação da decisão.
Entretanto, Omar Artan regressou a Istambul, onde aguarda por novidades sobre a situação.
«Impedir-lhe a entrada nos Estados Unidos e não permitir que arbitre os jogos agendados prejudica não só a pessoa em si, mas também compromete o compromisso do futebol com a justiça, o mérito e o espírito de fair-play», criticou Ciise Aden Abshir, antigo capitão da seleção da Somália.
De recordar que Omar Artan foi eleito o melhor árbitro africano em 2025.
