Gilberto Mora venceu a Gold Cup pelo seleção A do México apesar de ter apenas… 16 anos
Gilberto Mora era até há bem pouco tempo um nome desconhecido do futebol mundial. Porém, aos 16 anos, tornou-se recentemente em uma das grandes esperanças da modalidade no México. Venceu a Gold Cup pela seleção A do país-natal, diante dos rivais dos Estados Unidos da América, e foi titular na final.
Ao levantar a Taça que consagra o campeão do futebol norte-americano bateu um recorde que era detido por outra grande esperança do futebol mundial - Lamine Yamal (e antes disso, por Pelé). Venceu uma final de um torneio internacional aos 16 anos e 265 dias, mostrando que a idade pouco importa quando o talento é muito.
Apelidado de Morita - diminutivo de Mora, pela tenra idade -, Mora é jogador do Club Tijuana, no estado mexicano da Baixa Califórnia. Fica quase no extremo oposto de Tuxtla Gutiérrez, de onde Gilberto é natural, no sul do México. Estreou-se em agosto de 2024 pela equipa principal, bateu o recorde de jogador mais jovem a marcar na Liga mexicana e tem tido um crescimento meteórico.
Gilberto Mora takes Lamine Yamal’s record as the youngest player to feature in a final of an international tournament 🇲🇽 pic.twitter.com/Vih0lyhSGB
— CBS Sports Golazo ⚽️ (@CBSSportsGolazo) July 7, 2025
Ganhou a titularidade nos 'quartos' da Gold Cup... e não voltou ao banco
Foi uma das grandes surpresas da convocatória do selecionador Javier Aguirre para o torneio, após ter sido chamado à seleção no início do ano mas sem estrear-se (tal como o homónimo Mora da Seleção portuguesa). Não jogou na fase de grupos, mas mereceu a confiança do selecionador nos quartos de final diante da Arábia Saudita.
Nesse jogo bateu o recorde de atleta mais novo de sempre a disputar a Gold Cup e também a vestir a camisola do México. Ainda por cima, com o número sete nas costas. É muita confiança. Aguirre gostou do que viu e Mora manteve-se como titular até ao final do torneio.
Na meia-final, diante das Honduras, Mora assistiu o ex-Benfica Raúl Jiménez para golo e foi considerado homem (?) do jogo. O avançado tem mais do dobro da idade do promissor médio, para termos uma ideia da precocidade de Mora. Na final, fez um jogo que reuniu o elogio da crítica e bateu o referido recorde, para trincar a medalha e levantar a Taça em Houston, no Texas.
Sempre de cabeça levantada, Mora destaca-se pela forma como organiza o jogo e toma decisões acertadas no capítulo do passe, ditando o ritmo. Transporta bem a bola, sendo destro mas com muita eficiência a usar o pé esquerdo. Nesta altura da carreira não se destaca no último terço, mas não tem medo de rematar de fora da área. Segundo as estatísticas do Sofascore, destacou-se também no número de duelos ganhos, apesar da baixa estatura. O estilo de jogo já lhe valeu comparações com Pedri, do Barcelona.
Um clube que, de resto, lhe tem sido associado pela imprensa mexicana. E os rumores de uma saída para a Europa adensaram-se quando Gilberto Mora foi visto no Estádio de Wembley, em Inglaterra, com Rafaela Pimenta, agente de Erling Haaland e Santiago Giménez. Será o próximo grande futebolista mexicano? O tempo o dirá, mas está a favor de Mora.