Sea Watch resgata mais 73 migrantes no Mediterrâneo e aguarda autorização para atracar

20 nov, 15:42
Sea Watch
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A organização denunciou que, nos últimos dias, o seu navio “Sea Watch 4” foi alvo de intimidações por parte de uma patrulha da Guarda Costeira da Líbia, apesar de se encontrar em águas internacionais

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Um navio da organização não-governamental alemã Sea Watch resgatou este sábado 73 migrantes de um barco insuflável, elevando para 193 o número de pessoas a bordo que foram salvas no Mediterrâneo nos últimos dias.

Depois da operação deste sábado de resgate do barco que estava à deriva e que transportava várias mulheres grávidas, a Sea Watch espera agora a autorização de um país para atracar, adianta a agência EFE.

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A organização avançou nas redes sociais que continua a monitorizar as águas na zona central do Mediterrâneo, caso seja necessário prestar assistência a mais migrantes, e denunciou que, nos últimos dias, o seu navio “Sea Watch 4” foi alvo de intimidações por parte de uma patrulha da Guarda Costeira da Líbia, apesar de se encontrar em águas internacionais.

O resgate destas 73 pessoas foi o quarto nos últimos dias, depois de, na quinta-feira, terem sido resgatados outros dois barcos – um com 24 e outro com 86 migrantes -, e terem sido retiradas várias pessoas da água.

O navio “Geo Barents”, da organização Médicos Sem Fronteiras, concluiu também este sábado o desembarque na Sicília, após receber autorização da Itália, dos 186 migrantes resgatados na terça-feira e dos corpos de dez pessoas encontrados mortas por asfixia no fundo de um dos barcos.

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Dezenas de milhares de pessoas tentam chegar à Europa, atravessando o mar Mediterrâneo a partir da Líbia ou da Tunísia, geralmente para chegar a Itália.

Essa viagem é extremamente perigosa, pois pelo menos 1.236 pessoas já morreram este ano durante a travessia, contra 858 no mesmo período de 2020, segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM).

Mais de 59 mil requerentes de asilo chegaram à costa italiana este ano, 50% a mais que no ano passado, mas longe dos números daqueles que arriscaram as suas vidas em barcos frágeis de contrabandistas entre 2014 e 2017.

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