Presidente do Marselha analisa saúde financeira do clube e recorre ao exemplo do clube português
Após o Benfica ter, no fundo, eliminado o Marselha da Liga dos Campeões com um golo do guarda-redes Trubin aos 90+8m, o presidente do clube francês deu o clube liderado por Rui Costa como um bom exemplo.
Não no que diz respeito ao jogo jogado, mas financeiramente. Em entrevista à BeinSports, o espanhol Pablo Longoria ligou o mau momento da equipa à saúde financeira do clube.
Roberto De Zerbi queixou-se das mudanças constantes na equipa, com as saídas de Robinio Vaz, Neal Maupay e as entradas de Ethan Nwaneri e Quinten Timber. Longoria concordou com o treinador, mas recordou o contexto dos clubes franceses.
«Também é minha responsabilidade abordar a questão dos clubes franceses. O Benfica, esta semana, fechou um acordo sobre a comercialização dos direitos televisivos. Vão receber 57 milhões de euros por temporada, a cada temporada. O Marselha receberá nesta temporada, segundo as nossas estimativas, cerca de 17 milhões de euros. É também uma questão económica», sustentou.
Longoria afirmou que era necessário que o clube vendesse Robinio Vaz à Roma, assim como outras saídas no verão. Mas acrescentou: «Acho que a equipa que encontrei quando entrei no clube, em 2020, não é a mesma que temos hoje.»
Sobre a eliminação da Champions na última jornada, após uma pesada derrota no terreno do Club Brugge, por 3-0, Longoria falou na necessidade de desdramatizar.
«Temos de retirar um pouco de todo o drama e cinema que acontece em torno de muitas situações. Depois de uma derrota muito pesada, não só nos jogos, mas também nas emoções após o jogo, com tudo o que aconteceu em Lisboa no Benfica-Real Madrid, há sempre um sentimento de desilusão. Todos assumem a sua própria responsabilidade», garante.
As declarações aconteceram à margem do empate concedido pelos marselheses contra o Paris FC, já neste sábado, por 1-1.