João Paulo Sampaio, coordenador do clube brasileiro, comentou o caso ocorrido no Paraguai
Em entrevista à Globo, João Paulo Sampaio, coordenador dos escalões jovens do Palmeiras, referiu que o autor dos insultos racistas dirigidos ao jovem futebolista Luighi, no jogo da Libertadores sub-20 com o Cerro Porteño, foi identificado pelas autoridades paraguaias.
O dirigente, que esteve presente no Estádio Gunther Vogel, no Paraguai, contou que os responsáveis pelo Palmeiras advertiram «a polícia e a equipa de arbitragem» dos insultos, vindos das bancadas, de que os seus jogadores estavam a ser alvo.
«Só que o próprio banco do Cerro (Porteño) dava a entender que aquilo era normal no país. Eles acham que é uma provocação», acrescentou João Paulo Sampaio.
Questionado sobre o porquê de a equipa não ter abandonado o relvado, o coordenador do Palmeiras explicou que, caso isso tivesse acontecido, se perderia «a oportunidade de ouvir Luighi» denunciar os insultos racistas, após o encontro. «Foi devido a essa declaração, a essa emoção, que isto chegou ao mundo todo», sublinhou.
Esperando uma «punição severa para os culpados», o dirigente do clube brasileiro garante que o episódio «só deu mais força» à equipa. «Disse-lhes que os racistas não vencerão porque do outro lado existem pessoas mais fortes do que eles».
A mãe de Luighi «estava chocada» após a situação e Leila Pereira, presidente do Palmeiras, «ficou muito revoltada», notou João Paulo Sampaio. «Qualquer tipo de discriminação, independente do racismo, é muito má. A presidente, por ser mulher, também passa por isso», explicou.
