Antonio Cassano volta a deixar reparos ao rendimento dos dois portugueses no Milan
O antigo avançado internacional italiano Antonio Cassano repassou os acontecimentos da última jornada da liga italiana na terça-feira e voltou, tal como já tinha feito há cerca de duas semanas, a deixar reparos às prestações e rendimento dos portugueses João Félix e Rafael Leão, no Milan.
«Eu gosto loucamente de João Félix. Eu disse, no primeiro dia, quando ele chegou, que gosto loucamente dele, mas estou à espera dele há sete anos e cansei-me de esperar por ele. Depois dos primeiros cinco meses no Benfica, em que esteve muito bem e fez-me apaixonar por ele, tornou-se intermitente. Quando chegou aqui [ndr: Milan], fez golos, bons primeiros jogos e depois desapareceu», referiu Cassano, em declarações no canal de Youtube “Viva el Futebol”.
Depois disso, e ao analisar a derrota do Milan em Nápoles, por 2-1, Cassano voltou-se para Rafael Leão.
«Algum parasita fracassado e incompetente traz à tona a questão de Leão: “Leão deve jogar, Leão é o mais forte”. Não. Para mim, os mais fortes são Pulisic e Reijnders, que marcaram 15 golos [ndr: Reijnders leva 13]. O Pulsic faz um trabalho de ponta, vai para dentro, faz assistências, joga pela equipa, marca golos. Faz tudo o que Leão não sabe fazer», referiu.
«O Leão mete uma bola e falha quatro. Joga casualmente. Fez seis golos no campeonato [ndr: dez no total da época, sendo o terceiro melhor marcador da equipa]. E não falamos de Reijnders, que já leva dois dígitos. Não falamos do Pulisic. Leão é meio jogador, ponto final. Uma jogada não é suficiente para dizer que alguém é forte. Forte com base em quê? Numa bola colocada para o meio?», concluiu.