Português passou a carreira em revista, explicou a mentalidade que lhe permite ter sucesso no futebol e destacou a importância da passagem pelo Wolverhampton para chegar a um clube como o Chelsea
Pedro Neto abordou a obsessão pelo futebol, o seu percurso até agora e os seus objetivos na carreira. Nesse sentido, o jogador do Chelsea recordou o momento em que conheceu o seu primeiro agente e a mentalidade que carrega desde o primeiro dia.
«Lembro-me de quando conheci o meu primeiro agente. Ele perguntou-me o que eu queria ser. Eu apenas disse: 'Quero ser o melhor'. O agente começou a rir-se, mas o meu pai não estava a achar piada e disse: 'Não, essa é a mentalidade dele'», contou, em entrevista à Sky Sports.
«A mentalidade que eu tenho vem de mim, mas é claro que também vem da minha educação com o meu pai. Quando eu era mais novo, eu costumava vê-lo jogar, e assumi a atitude que ele tinha em campo quando comecei a jogar futebol», acrescentou ainda.
Depois dos «tempos difíceis» que viveu em Itália, o internacional português admitiu que a mudança para o Wolverhampton foi crucial no seu trajeto, destacando as ligações portuguesas no clube para a adaptação.
«Ajudou muito. Os jogadores portugueses mostraram-me como trabalhar aqui e se eu não fosse tão certo quanto deveria, eles perceberiam. A maneira como vi o João Moutinho jogar, a maneira como Rúben Neves falou comigo, mostrou-me os valores e o caráter que eles têm. Foi muito importante para mim, a primeira temporada que tive aqui. Aprendi e desenvolvi-me muito com o Nuno Espírito Santo e a sua equipa técnica. Sou grato pela oportunidade que ele me deu porque ele foi o primeiro a dar-me uma chance de me mostrar. Senti que a Premier League era o tipo de futebol que me assentava bem», recordou.
Com a mudança para o Chelsea, Neto admite que se sente bem, que trabalha cada vez mais para manter a forma e que não consegue desviar a atenção do futebol.
«Quando cheguei ao Chelsea estava muito agradecido, mas tinha estado lesionado. Joguei o Campeonato da Europa sem muitos jogos antes disso. Por isso, cheguei aqui e disse logo para mim mesmo que tinha de dar um tempo. Tinha de ser forte mentalmente, porque, depois dos tempos difíceis com as lesões, sabia que levaria tempo a ficar na melhor forma, e aqui estou hoje a trabalhar arduamente e a tentar ficar na melhor forma possível. Neste momento, sinto-me muito bem», disse.
«Sempre que chego a casa, gosto de falar com a minha namorada e dizer-lhe o que tenho de fazer para melhorar, esse tipo de coisas, explica. Ela diz-me: 'Tu só vives para o futebol. Não me importo com isso, adoro a forma como jogas, mas às vezes temos de tirar a cabeça do futebol'. Quando estou com o Ruben e o Diogo Jota, quando estamos fora com a seleção nacional, é a mesma coisa, estamos sempre a falar de futebol», acrescentou ainda.
No que diz respeito à situação atual da equipa, Neto valoriza a mentalidade da equipa e a forma como encaram todos os jogos, independentemente do adversário e da juventude presente.
«Claro que somos muito jovens, mas mesmo no último jogo [contra o Manchester United] viu-se que não estávamos contentes com o empate. Os jogadores têm a mentalidade de ganhar. Sabíamos que podíamos ter ganho aquele jogo e acho que essa mentalidade é importante. Entramos em todos os jogos com a mentalidade de ganhar. Alguns jogos serão mais difíceis do que outros e são esses os jogos que gostamos de jogar, mas se alguém disser que é por esses jogos que somos julgados, não me parece. Somos avaliados em todos os jogos que disputamos. Um aspeto positivo deste grupo é o facto de termos a mesma mentalidade em todos os jogos. O ponto-chave é a consistência, esse é o objetivo de tudo», concluiu.
