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Jorginho: «Bolas paradas do Arsenal? Parece mesmo um trabalho de casa»

17 abr, 19:53
Jorginho no Arsenal (FOTO: David Price/GETTY)

Médio que já representou os gunners abordou o lado tático da equipa que não leva a um «futebol bonito»

Jorginho, antigo médio do Arsenal que atua agora no Flamengo, abriu o livro sobre as bolas paradas dos gunners, que são a imagem de marca da equipa que eliminou o Sporting da Liga dos Campeões.

O internacional italiano, que chegou a vencer uma Champions pelo Chelsea, recordou a passagem no norte de Londres. Cada vez mais de fora das opções iniciais de Mikel Arteta, Jorginho garantiu que não guardou mágoa. Porém, confessou sobre a necessidade de recuperar a alegria de jogar futebol.

«A paixão dentro de mim estava a diminuir um pouco. Pensei: ‘Preciso que esta chama se mantenha viva dentro de mim’. Eu sabia que precisava de acabar com o ciclo e recomeçar. Queria sentir-me vivo e importante e senti que precisava de ir para um lugar onde pudesse jogar com alegria», confessou em entrevista ao The Times.

Relativamente às famosas bolas paradas do Arsenal, o italiano utilizou uma expressão curiosa para comparar. Partilhou, ainda, uma ideia: se corre bem, porquê mudar?

«Parece mesmo um trabalho de casa, essa é a realidade. Mas quando fazes o teu trabalho de casa e depois fazes o teste, obténs um bom resultado. Acho que as pessoas estão agora a perceber a importância das bolas paradas... Porquê que é um problema concentrar-se e trabalhar mais nisso, quando se obtêm resultados que deixam toda a gente feliz?», questionou.

Porém, o médio de 34 anos acredita que dar apenas importância às bolas paradas acaba por desviar daquilo que é o futebol «bonito».

«Se nos concentrarmos apenas nisto (bolas paradas) e nos esquecermos da parte do futebol, então, claro, não vamos ter um futebol bonito. Por isso, acho que tudo se resume a uma questão de equilíbrio», atirou.

Jorginho comentou ainda a corrida para o título da Premier League. O agora jogador do Flamengo afirmou que os gunners não podem deixar-se ser assombrados pelos fantasmas do passado.

«Espero que eles esqueçam os últimos anos, porque se pensarem nisso, podem acabar por se pressionar a si próprios. Acho que eles devem simplesmente perceber o quão fortes são e em que posição forte se encontram», referiu.

O italiano abordou, ainda, o novo fracasso da seleção de Itália, que voltou a falhar a qualificação para um Mundial. O internacional azzurri – que não representa a seleção desde 2024 – partilhou que algum excesso de confiança pode ter atrapalhado o caminho dos italianos.

«Quando se é excessivamente confiante, segue-se o caminho errado. Antes de vencermos (Europeu de 2021), sinto que éramos mais humildes. É assim que me sinto. E eu próprio me incluo nisso. Nós [costumávamos] trabalhar duro, e correr, correr e correr. Na campanha de qualificação para o Mundial de 2022, na nossa cabeça, estávamos a fazer tudo certo. Estávamos a controlar os jogos. Mas acho que estávamos um pouco excessivamente confiantes», concluiu.

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