Médio belga foi informado da decisão numa reunião com dirigentes do clube
Kevni De Bruyne anunciou neste mês de abril a saída do Manchester City ao fim de dez anos. Deixa o clube como uma das maiores lendas dos «Citizens», mas não esconde a surpresa e o «choque» com esta decisão.
O médio belga revelou que foi informado da intenção do clube durante uma curta reunião com o diretor desportivo Txiki Begiristain e o CEO Ferran Soriano.
«Houve definitivamente um elemento de surpresa», disse De Bruyne, em declarações ao Daily Mail. «Não tinha recebido qualquer tipo de proposta ao longo da época, por isso, quando me disseram que o contrato não seria renovado, fiquei um pouco chocado. Mas aceitei. Ainda me sinto capaz de jogar a este nível, mas os clubes têm de tomar decisões difíceis», admitiu.
«A minha família estava de férias na altura, o que tornou tudo ainda mais surreal. Tive alguns dias para processar tudo antes de tornar a notícia pública e, honestamente, essa foi a parte mais difícil. Quando tudo foi revelado, senti um pouco de alívio», explicou De Bruyne.
O belga garante não guardar rancor à direção do clube, apesar de achar que ainda tem muito a oferecer. «Disse-lhes que ainda acredito na minha capacidade de jogar. Já não tenho 25 anos, mas ainda posso fazer o meu trabalho. Estou aberto ao que vier a seguir. Vou ter tudo em conta: desafios desportivos, opiniões familiares... Tem de fazer sentido para todos nós», concluiu.
Pelo Manchester City, o médio de 33 anos venceu 16 títulos - seis Ligas, cinco Taças da Liga, duas Taças, duas Supertaças e... uma Champions League. A única da história do clube.