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Mundial de Clubes: PSG-Real Madrid, 4-0 (crónica)

9 jul 2025, 22:01

Um par de erros centrais antes de novo recital parisiense

Há um mundo a separar este PSG, a obra-prima de Luis Enrique, dos demais opositores, e o Mundial de Clubes tem servido para o comprovar. Nem a aura dos jogos grandes que acompanhou o Real Madrid, no passado, escapa à máquina trituradora em que se transformaram estes parisienses, que não se cansam de vulgarizar os gigantes do futebol europeu.

Em pouco mais de um mês, foram 5-0 ao Inter na final da Liga dos Campeões, e, já no Mundial, 4-0 ao Atlético Madrid, 2-0 ao Bayern Munique e, agora, 4-0 ao Real. Os números falam por si.

A "final antecipada" do torneio teve um desfecho igualmente prematuro. A “culpa” foi da entrada avassaladora dos franceses, que mesmo antes dos "tiros nos pés" dados pelos centrais Merengues, já havia obrigado Thibaut Courtois a duas defesas complicadas, a remates de Fabián Ruiz e Nuno Mendes.

Tudo isto aconteceu antes do minuto 6, quando Ruiz inaugurou o marcador, num lance em que Raúl Asencio, aparentemente dono e senhor da bola, se deixou antecipar na área por Dembélé, abrindo caminho ao 1-0.

E se o erro do jovem defesa espanhol, que fez um Mundial de Clubes para esquecer, foi grave, o que dizer do de Antonio Rudiger, apenas três minutos depois. O internacional alemão atrapalhou-se com a bola, perdeu-a para Dembélé – sempre a pressentir o erro alheio – e o avançado do PSG saiu disparado para o segundo golo do PSG.

O Real, que juntou Mbappé a Vinícius Júnior e Gonzalo García no ataque, não conseguia manter a bola em sua posse durante muito tempo, mérito da pressão adversária, e via-se forçado a juntar linhas para tentar estancar a avalanche ofensiva parisiense. Ter de adaptar Valverde a lateral-direito, devido à lesão de última hora de Trent Alexander-Arnold, também não ajudou, uma vez que os espanhóis se viam privados da capacidade física do uruguaio no meio-campo.

A fechar um arranque de sonho, o PSG chegou a um inacreditável 3-0 em apenas 24 minutos com uma jogada que nasceu no seu guarda-redes e terminou com o bis de Fabián Ruiz, na conclusão de um desenho ofensivo perfeito pela direita, com Hakimi a “voar” para assistir o médio espanhol.

Atordoado com o que lhe ia acontecendo, o Real Madrid, que vinha de 90 minutos muito competentes frente ao Borussia Dortmund - os descontos foram outra história -, resignou-se cedo às evidências. E só não foi para o intervalo com um resultado ainda mais escandaloso porque Kvaratskhelia e Dembélé perderam um par de boas ocasiões na reta final da primeira parte.

Aos que ainda acreditavam numa reação Merengue na segunda parte, a realidade tratou rapidamente de esvaziar esse anseio. Mesmo em modo de gestão, o coletivo do PSG está a anos-luz do de um Real em transformação, que Xabi Alonso ainda tenta moldar.

Às tentativas de Mbappé, na sequência da melhor jogada dos espanhóis em todo o jogo (53m), e Bellingham (63min), o PSG respondia com o “veneno” do costume. Doué viu um golo ser-lhe anulado por fora de jogo de Dembélé (47m) e Gonçalo Ramos, lançado ao minuto 59, rematou com perigo, no interior da área espanhola (72m).

O avançado português acabaria mesmo por estrear-se a marcar no Mundial de Clubes ao minuto 87, a passe de Barcola, fechando as contas em 4-0 para o PSG. Um momento importante, em honra de Diogo Jota.

Campeão francês e europeu, vencedor da Taça e da Supertaça francesa, o PSG tenta chegar à mão cheia de troféus numa só temporada frente ao Chelsea, na final do Mundial de Clubes, no próximo domingo (20:00, TVI). Frente a frente, os vencedores da Liga dos Campeões e da Liga Conferência. Qual deles se sagrará campeão do Mundo?

FIGURA: Fabián Ruiz (PSG)

Dois golos, em 24 minutos, coroaram uma exibição de grande nível do internacional espanhol no meio-campo do PSG. Deu maior dimensão física ao jogo dos parisienses e, como vem sendo hábito, surgiu constantemente com perigo na área contrária, aproveitando a alta mobilidade do trio da frente. Menção honrosa ainda para a exibição de Ousmane Dembélé no PSG.

MOMENTO: arranque em falso fez Madrid cair na Real

O jogo abriu com Courtois a fazer duas defesas importantes, que não tiveram o condão de inspirar os seus companheiros. Sobretudo os defesas-centrais Raúl Asencio e Antonio Rudiger, que “ofereceram” dois golos ainda antes de se cumprirem os primeiros 10 minutos do encontro. Se arrancar em falso frente ao PSG não é aconselhável, dois despistes a abrir tornam a situação inviável.

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