Avançado está de volta à seleção francesa para os quartos de final da Liga das Nações
Em entrevista ao jornal francês Le Parisien, Kylian Mbappé, de regresso à seleção meio ano depois, falou da relação que mantém com o selecionador gaulês, Didier Deschamps, do adeus aos Bleus de Antoine Griezmann e da eleição da última Bola de Ouro. «Pensava que a iam dar ao Vinícius», confessou.
O avançado do Real Madrid admitiu ter conversado com Griezmann sobre o adeus do jogador do Atlético de Madrid à seleção, comunicado no final de setembro do ano passado.
«Não só sabia que ele ia retirar-se, como ele também me explicou o porquê dessa decisão, que só ele poderá explicar. Já tínhamos conversado sobre isso antes e voltámos a fazê-lo na concentração (da seleção) em setembro. Foi uma concentração difícil para ele e para mim, sofremos muito», contou Mbappé.
Essa data FIFA terminou com a vitória da França sobre a Bélgica (2-0), para a Liga das Nações, naquela que foi a última aparição do jogador do Real Madrid pela seleção. Um hiato que terminará, presumivelmente, no próximo fim de semana, quando os gauleses defrontarem a Croácia para os quartos de final da prova, uma vez que Mbappé está de volta às escolhas de Didier Deschamps, por quem diz ter «respeito e consideração».
«As nossas desavenças não são segredo. Em qualquer trabalho existem discordâncias entre colegas, mas isso não significa que não gostes deles ou não os respeites. Foi o meu único treinador na seleção. Tivemos sucesso juntos e a nossa relação não pode ir para o lixo por causa de dois ou três desentendimentos que não são nada graves», explicou.
Deschamps já revelou que vai deixar a seleção francesa após o Mundial de 2026. Um dos nomes mais falados para o suceder é o de Zinedine Zidane, mas Mbappé prefere não comentar a possibilidade: «Não é o meu papel falar sobre isso. Será Philippe Diallo (o presidente da Federação Francesa de Futebol) a decidi-lo».
Mais contundente foi a sua reação à última eleição do prémio Bola de Ouro, que a FIFA atribuiu ao médio espanhol Rodri, do Manchester City.
«Considera Rodri um jogador com nível para ser Bola de Ouro? Pensava que o prémio seria para o Vinícius, mas foi para o Rodri», disse, em resposta a uma pergunta sobre se o compatriota Ousmane Demebelé, avançado do PSG, seria um forte candidato ao prémio, esta época.
Por falar no clube parisiense, que deixou envolto em muita polémica no último verão, Mbappé referiu que a situação está a ser tratada pelos seus advogados e garantiu que cumprimentaria o presidente do clube, Nasser Al Khelaïfi, num eventual encontro entre Real Madrid e PSG.
«Claro que sim. Joguei sete anos em Paris, onde vivi momentos incríveis. Sei valorizar aquilo que as pessoas me dão, profissional e pessoalmente. Claro que o cumprimentaria, e não me imagino a cuspir na minha mão antes de apertar a dele», assegurou.