Do Estádio Azteca, cuja reinauguração vai contar com a presença da Seleção nacional, ao Wembley, passando pelo Maracanã ou pelo Santiago Bernabéu, a história dos Mundiais de futebol foi contada em palcos de enorme beleza e simbolismo
Portugal é o convidado de honra para a reinauguração do Estádio Azteca, no México, palco nobre do futebol mundial, que detém o recorde de partidas em fases finais de Mundiais: exatamente 19.
Este número, refira-se, vai crescer na próxima edição do Campeonato do Mundo, que os mexicanos organizam, em 2026, juntamente com os Estados Unidos e o Canadá.
Foi ali que Diego Armando Maradona marcou o «Golo do Século» e eternizou a «Mão de Deus», no célebre Argentina-Inglaterra de 1986, foi ali que o Brasil fez o outro melhor golo da história, na final ganha frente a Itália em 1970, e foi ali também Itália e a Alemanha Ocidental protagonizaram, em 1970, aquele ficou para a história como «Jogo do Século», que os italianos venceram por 4-3.
Descendo no mapa, é obrigatório destacar o Estádio Centenário, em Montevideu, que recebeu a primeira final de um Campeonato do Mundo da história, em 1970, e que vai receber também o jogo de abertura do Mundial 2030, que Portugal, Espanha e Marrocos vão organizar.
Ali ao lado, no Brasil, há o inevitável Maracanã, no Rio de Janeiro. Foi ali que, em 1950, mais de 200 mil adeptos, assim reza a lenda - os números oficiais falam em mais de 170 mil pessoas -, assistiram ao triunfo do Uruguai frente ao Brasil na final, por 2-1, naquele que será para sempre conhecido como o «Maracanazo».
Ainda no continente americano, encontramos o Rose Bowl, que recebeu a final do Mundial de 1994, realizada nos Estados Unidos, que se tornou a primeira final de um Campeonato do Mundo decidida nos penáltis. O Rose Bowl consagrou o Brasil menos espetacular da história, que deu início à fase cínica dos então tetracampeões.
Já na Europa é obrigatório falar do Estádio Sarrià, em Barcelona: foi ali que, dizem, morreu o futebol espetáculo, após o Brasil de Sócrates, Zico, Falcão, Júnior e Serginho foi eliminada prematuramente pelo cinismo da Itália, que teve em Paolo Rossi o herói inesperado: o avançado fez os três golos do triunfo por 3-2.
No Velho Continente temos vários recintos, aliás. Temos, por exemplo, o Estádio de Wembley, onde Inglaterra garantiu o seu único título mundial da história, em 1966, e que é um dos estádios mais emblemáticos do mundo. Temos também o Giuseppe Meazza em Milão, que tem os seus dias contados ou o renovado Bernabéu, em Madrid.
Temos ainda o Estádio Olímpico de Berlim, onde se defrontaram duas equipas míticas (a Alemanha, de Beckenbauer, venceu a Holanda, de Cruijff) e o Estádio Wankdorf, na Suíça, onde aconteceu o chamado Milagre de Berna: após goleada atrás de goleada, a Hungria de Puskas e Kócsis perdeu a final com a Alemanha (que tinha goleado na fase de grupos).
De entre estes dez estádios, conseguiria escolher o seu favorito? Fica o desafio.