Fábio Silva: «Não foi só o Borussia Dortmund a mostrar interesse»

26 set, 13:57
Fábio Silva (Foto: Borussia Dortmund)

Internacional sub-21, que recupera de lesão, garante ainda que é o autor do texto de despedida dos Wolves em que Uche se «inspirou» para pontuar a saída do Getafe

Aos 23 anos, Fábio Silva conta no currículo com vasto número de experiências, que o levaram a jogar em sete países diferentes depois de uma transferência milionária quando ainda era adolescente. Reforço do Borussia Dortmund para 2025/2026, espera vingar numa das «melhores equipas do mundo, que joga regularmente a Liga dos Campeões».

Primeiro, precisa de recuperar totalmente de um problema nos adutores, que o levou a ser operado no último verão, antes da mudança para a Alemanha.

«Quando o contacto com o Borussia Dortmund se intensificou, a operação já tinha sido feita há mais de dois meses. Nas conversas com os responsáveis do clube, o meu foco foi mostrar-lhes que queria mesmo vir para Dortmund, mas ficou claro que eu não podia jogar de imediato», explicou o internacional sub-21 em entrevista ao jornal Ruhr Nachrichten.

Fábio Silva garantiu que «não foi só o Borussia Dortmund a mostrar interesse» na sua contratação, no último verão, mas assim que o clube alemão entrou em cena, a decisão ficou tomada: «Para mim era simples: enquanto o Dortmund me quisesse, eu queria o Dortmund».

Num plantel que conta com nomes como os de Guirassy ou Adeyemi no ataque, o português diz estar disponível para ajudar «onde o treinador quiser e vir que sou útil», lembrando que pode atuar «como ponta-de-lança, mas também atrás do avançado», onde, admite, se sente «mais confortável».

«O texto era meu! [Uche] copiou palavra por palavra»

Fazendo uma retrospetiva da sua carreira, Fábio Silva lembrou que «desde criança» que é adepto do FC Porto. «Já quando vencemos a Youth League tive propostas de grandes clubes, mas recusei-as, porque queria concretizar o sonho de jogar pela equipa principal do FC Porto», contou.

Porém, a saída do Dragão não demorou muito a acontecer. Em 2020, com apenas 18 anos, «chegou a grande proposta de Inglaterra». Eram 40 milhões de euros, adiantados pelo Wolverhampton, um valor que o FC Porto não conseguiu recusar.

Seguiram-se anos de cedências constantes, a Anderlecht, PSV, Rangers e, na época passada, ao Las Palmas, onde marcou 10 golos em 25 jogos. «Isso teve o seu lado positivo: aos 23 anos já acumulei muita experiência e, atualmente, consigo lidar com muitas situações», notou.

Definindo-se como «uma pessoa simples», garante que, se vencer a Bundesliga ou a Liga dos Campeões pelo Borussia, perpetuará o momento com uma tatuagem no seu corpo. Das que já tem, «o retrato do rosto da minha irmã, no braço direito, é a que tem maior significado».

Sobre a polémica em torno do texto com que se despediu do Wolverhampton, praticamente igual ao publicado, poucos dias depois, por Christantus Uche quando trocou o Getafe pelo Crystal Palace, Fábio Silva garantiu que é o autor da mensagem publicada nas suas páginas, nas redes sociais.

«Isso foi mesmo engraçado. Um amigo mandou-me logo a publicação a gozar comigo, mas juro: o texto fui eu que escrevi. Quando ficou decidido que iria para o Borussia Dortmund, sentei-me em casa e pensei bem no que queria dizer. Depois escrevi o texto e apenas o enviei ao meu assessor de comunicação para rever a formulação em inglês. A seguir, publiquei. Uns dias mais tarde, vejo que um jogador, contra quem joguei na época passada, copiou palavra por palavra. Só posso dizer: eu fui o primeiro, o texto era meu! Se calhar ele gostou tanto que também o quis usar», disse, entre sorrisos.

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