Médio do Lyon e Hassan, ex-Sp. Braga e Rio Ave, taparam as cores do arco-íris da camisola e arriscam castigos
O ex-Benfica Nemanja Matic e o ex-Sp. Braga e Rio Ave Ahmed Hassan estão no centro da polémica em França por causa de uma campanha contra a homofobia que decorreu no passado fim de semana.
O médio internacional sérvio, que já representou os encarnados, e o avançado internacional egípcio taparam, com uma fita, o símbolo anti homofobia – com as cores do arco-íris – que estava estampado na zona do braço. Já Mostafa Mohamed, do Nantes, nem sequer entrou em campo.
Matic jogou no sábado na vitória do Lyon sobre o Angers (2-0), enquanto Hassan também foi suplente utilizado no triunfo do Le Havre no reduto do Estrasburgo (3-2).
Já o egípcio Mostafa Mohamed não participou na vitória caseira do Nantes sobre o Montpellier (3-0), que garantiu a permanência dos forasteiros.
«Acredito no respeito mútuo — o respeito que devemos aos outros, mas também o respeito que devemos a nós mesmos e às nossas crenças. Para mim, existem valores profundamente enraizados, ligados à minha formação e às minhas crenças, que dificultam a minha participação nesta iniciativa», escreveu o jogador, que deverá ser multado pelo clube, nas redes sociais.
Marie Barsacq, Ministra do Desporto do país, já exigiu que os jogadores fossem castigados. «O futebol tem uma plataforma enorme, e a Federação [Francesa de Futebol] está determinada a colocar essa questão na agenda dos clubes e dos adeptos.»
«Insultos e comportamentos homofóbicos não são aceitáveis. A sociedade evoluiu, e a linguagem no futebol precisa de mudar também. Há um leque de sanções disponíveis e que deve ser aplicado», acrescentou.
A campanha contra a homofobia visa promover a inclusão e consciencializar o futebol francês para o problema, mas esteve sempre envolvida em polémicas desde que começou, há cinco anos, com jogadores a fazerem boicote.
