Fernando Santos: «A partir de hoje sou polaco, um de vós»

24 jan, 12:39
Fernando Santos e Cezary Kulesza, na apresentação do português como novo selecionador da Polónia (PZPN)

Português apresentado esta terça-feira como novo selecionador da Polónia, até à qualificação para o Mundial 2026. Rejeita comparações com Paulo Sousa: «Pensarmos que, só porque somos diferentes, somos melhores ou piores...»

Fernando Santos assegurou, esta terça-feira, na apresentação como novo selecionador da Polónia, que a sua equipa técnica vai entregar «muito trabalho» e dedicação ao projeto na seleção, dizendo que, a partir de agora, é mais um «polaco» a investir pelo sucesso da nação.

«Quero começar por agradecer ao presidente a confiança que depositou em mim e na minha equipa técnica, isso é um fator importante e que nos orgulha e honra. É um grande país, com uma história enorme, uma cultura enorme, também a nível da sua seleção nacional de futebol, uma história que marca a minha geração pelo menos, que já estou no futebol há muitos anos», começou por dizer, esta manhã, na apresentação.

«Como dizia há pouco o senhor presidente [ndr: Cezary Kulesza], a partir de hoje sou polaco, sou um de vós, mais um, para tudo fazermos dar ao povo polaco e com muito trabalho, é isso a que nos iremos dedicar. O sucesso requer muito trabalho, a sorte não cai do céu, temos de trabalhar muito, mas quero deixar esta palavra de absoluta confiança que vamos conseguir coisas muito boas para a seleção polaca», prosseguiu Fernando Santos.

Pouco depois, questionado sobre Cristiano Ronaldo e a relação com os jogadores, Fernando Santos abordou a necessidade de conhecer o jogador e o homem, dividindo bem os dois aspetos.

«Em primeiro lugar, a equipa é um conjunto de jogadores, fazem parte integrante disso. Cada um terá a sua mentalidade, personalidade, compete depois ao selecionador nacional agregar e juntar. Foi assim que sempre fiz e continuarei, com enorme respeito a todos os jogadores. Dividir bem duas questões que para mim são importantes, a diferença entre o que é o treinador e o homem, o jogador e o homem. Uma coisa é a minha relação profissional, nos treinos. Depois há outra coisa importante, que tem a ver com aquilo que é a personalidade de cada um. Isso aí ainda vou precisar de algum tempo. Começámos a realizar ontem isso aqui. Eu venho viver para cá, mas só em fevereiro, tenho alguns assuntos ainda para tratar em Portugal. Depois há o conhecer, individualmente, somos todos diferentes, vamos ter um trabalho árduo», afirmou o técnico, que rejeitou também comparações com Paulo Sousa, português que passou recentemente pela Polónia.

«Sou amigo do Paulo, tenho uma boa relação com o Paulo, de há muitos anos, mas somos pessoas distintas, cada um à sua maneira, tenho por princípio não analisar nunca o trabalho dos colegas. A diferença não nos torna melhores ou piores. Ideias diferentes, conceitos diferentes. Pensarmos que só porque somos diferentes somos melhores ou piores…», expressou.

Contrato até à qualificação para o Mundial 2026

Na apresentação de Fernando Santos, o secretário-geral da federação polaca (PZPN), Lukasz Wachowski, confirmou que o vínculo do treinador português é válido por dois ciclos de qualificação, até à do Mundial de 2026.

«O contrato é bom para ambas as partes, contém uma redação que protege os interesses da federação e do treinador. O contrato inclui dois ciclos de qualificação na sua duração, para o Europeu de 2024 e para o Mundial 2026», referiu.

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