Presidente do Barcelona falou sobre as contas do clube
O presidente do Barcelona, Joan Laporta, falou no programa 'Barça One', da televisão do clube, sobre o mercado de transferências dos culés. A declaração mais impactante foi quando Laporta confirmou aquilo que se falava nos jornais - a rejeição de uma proposta de 250 milhões por Lamine Yamal, alegadamente vinda do Paris Saint-Germain.
«Algumas pessoas pensam que as vendas foram feitas para equilibrar o balanço, mas não é esse o caso. As vendas de jogadores que fizemos foram feitas por razões desportivas. [Ousmane] Dembélé, [Marc] Guiu... Queremos que aqueles que querem jogar aqui, fiquem. Vieram ter comigo para comprar o Lamine [Yamal] por 250 milhões e eu disse que não... A Forbes dá-nos muito mais valor agora do que no ano passado», resumiu Laporta, nesta quinta-feira.
Ainda sobre o aspeto financeiro do clube, que esteve em bastantes dificuldades até há pouco tempo, Laporta diz que não gosta de «gerir a olhar para o espelho retrovisor», referindo-se à anterior presidência de Bartomeu.
«Quando chegámos aqui, a situação era muito má, para ser sincero, estávamos numa situação de bancarrota, mas melhorámos. Aumentámos as receitas, reduzimos as despesas, baixámos a massa salarial em 170 milhões de euros. É preciso ter muita capacidade de negociação para fazer esta redução. Somos um clube comprador com bom senso e responsabilidade. O que nós temos e que mais ninguém tem é La Masia, que produz grandes talentos que acabam por jogar na equipa principal», afirmou o dirigente.
«Atualmente, o clube faz dinheiro. Quando chegámos demos tração, mas a ferida estava aberta. Hoje podemos dizer que o Barça ganha mais do que gasta. Temos mais 41% de receitas e menos 22% de despesas. Isto é muito importante. O merchandising está a ir como um foguete. Temos uma faturação de mais de 70% mais do que antes», acrescentou.
Joan Laporta, de 62 anos, cumpre o segundo período de presidência no clube. Voltou a ser eleito em 2020, já depois de um 'reinado' entre 2002 e 2010.
