Antony: «Pressão tinha na favela, quando jogava contra traficantes»

27 mar 2025, 18:48
V. Guimarães-Betis (Hugo Delgado/Lusa)

Brasileiro recordou a infância e mostrou-se «muito feliz» em Sevilha

Depois da experiência falhada no Manchester United, Antony tem-se destacado no empréstimo ao Betis. O brasileiro assumiu que precisava de encontrar-se e «ser feliz», algo que conseguiu em Sevilha.

«A cada dia que passa vejo que foi a melhor decisão que poderia ter tomado. Estou a adorar a cidade, o clube, tudo. Lembra-me muito o Brasil por causa do sol, da comida, as pessoas também são muito felizes. Tudo isso é importante para alguém como eu», disse o internacional brasileiro, em entrevista à DAZN.

Antony recordou ainda a infância para desvalorizar a questão da pressão. «Jogava contra traficantes e sempre o fiz com muita personalidade. Quando me questionam sobre a pressão, digo sempre que pressão enfrentava na favela, isso sim era pressão, quando não tinha chuteiras para jogar. Às vezes, ia para escola de manhã e não comia. Quando passo por alguma dificuldade, olho sempre para trás e recordo as coisas por que passei.»

O extremo de 25 anos, que leva quatro golos e cinco assistências em 14 jogos pelo Betis, também deixou um agradecimento ao Manchester United.

«Se eles pagam tanto dinheiro por ti, é porque tens talento e qualidade. Onde quer que eu vá, sempre falarei muito bem do United. Tive momentos difíceis lá, mas também momentos muito bons. (…) Acho que isso me preparou para estar aqui hoje. A minha cabeça está aqui e eu estou muito feliz», rematou.

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