Alex Saab declara-se inocente após ser acusado de lavagem de dinheiro nos Estados Unidos

15 nov, 19:32
Alex Saab
Alex Saab

Empresário colombiano-venezuelano, de 49 anos, enfrenta uma pena de cerca de 20 anos de cadeia se for considerado culpado

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O empresário colombiano-venezuelano Alex Saab, alegado emissário do Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, declarou esta segunda-feira, perante um tribunal federal dos EUA, estar inocente num caso de lavagem de dinheiro.

Saab, de 49 anos, enfrenta uma pena de cerca de 20 anos de cadeia se for considerado culpado de uma acusação de conspiração num processo de lavagem de dinheiro, pena que pode ser reduzida se chegar a um acordo com o Ministério Público, o que pode incluir a denúncia de outros cúmplices.

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Esta segunda-feira, durante uma breve audiência realizada num tribunal federal de Miami, a defesa insistiu que Saab é um diplomata venezuelano com prerrogativas de imunidade.

Há duas semanas, o juiz Robert Scola, que vai continuar a julgar este processo, indeferiu sete outras acusações de lavagem de dinheiro contra o arguido, que foi extraditado de Cabo Verde em 16 de outubro.

A redução das acusações faz parte do acordo de extradição com o Governo de Cabo Verde para que, caso Saab venha a ser condenado, a pena não ultrapasse a que teria cumprido naquele país africano.

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A audiência de hoje foi aberta à presença de jornalistas, a pedido da acusação, sob o argumento de que o caso é de "interesse público", e após a defesa de Saab ter solicitado que o acesso aos meios de comunicação fosse limitado, para evitar que fossem tiradas fotos dos arguidos, como aconteceu na primeira audiência realizada em 18 de outubro.

A defesa de Saab apresentou uma lista de pessoas e meios de comunicação que alegadamente violaram uma regra federal do código penal, que proíbe a obtenção e divulgação de imagens obtidas durante audiências no distrito sul da Florida.

Em resposta a este pedido, na semana passada o juiz Scola ordenou ao Ministério Público que investigasse os meios de comunicação que ilegalmente obtiverem e divulgaram fotos na referida audiência, que foi realizada por vídeoconferência.

Scola sublinhou que não limitará as audiências ‘online’ solicitadas pela defesa, mas disse que pretende realizar as próximas audiências em formato presencial, para evitar estes problemas e tendo em conta que a incidência da pandemia de covid-19 estão a diminuir no estado da Florida.

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