Não foram detetadas drogas ou álcool no sangue de Maradona
Foram revelados pormenores sobre a autópsia ao corpo de Diego Maradona, falecido em 2020. O argentino tinha os pulmões, fígado e coração danificados quando morreu, segundo os peritos.
«O fígado tinha lesões de gordura, compatíveis com um quadro de cirrose», disse Silvana de Piero, uma das peritas que participou na autópsia.
Na sétima audiência do julgamento de sete profissionais de saúde acusados de negligência na morte da lenda do futebol, De Piero indicou que, após analisar os pulmões, detetou «uma patologia pulmonar crónica».
Já Alejandro Vega, especialista em medicina legal, detalhou que Maradona tinha um coração com um tamanho «fora do normal» e com sinais de isquemia. O fígado apresentava cirrose num estado avançado e rins com danos de longa data. «Tinha um aumento monstruoso da cavidade abdominal», acrescentou.
Já o médico Ezequiel Ventosi, peritos toxicológico, confirmou que não foram detetadas drogas ou álcool no sangue de Maradona, à exceção dos medicamentos prescritos.
Sete profissionais de saúde estão a ser julgados por alegada negligência na morte de Maradona, em 25 de novembro de 2020, podendo ter penas de prisão de oito a 25 anos.
O julgamento começou em 11 de março e deverá durar até julho. Diego Maradona morreu aos 60 anos, vítima de uma crise cardiorrespiratória, numa cama médica numa residência privada em Tigre, a norte de Buenos Aires, onde recuperava de uma neurocirurgia a um hematoma na cabeça.