Jogador de 38 anos não entende que as pessoas o insultem neste regresso à Argentina
Di Maria cumpriu o sonho de voltar a casa, para voltar a representar o Rosario Central, que ocupa o quarto lugar do Grupo B do campeonato argentino. O regresso à Argentina, no entanto, não tem sido tão fácil como o ex-Benfica poderia imaginar.
Isto porque está a ser muito perseguido pelos críticos, que não aceitam a tendência do esquerdino para cair ao relvado, à procura de faltas.
«Aqui critica-se tudo. As pessoas insultam-me e dizem-me de tudo por causa dos penáltis ou das faltas, mas eu sempre fui assim. A minha característica sempre foi encarar adversários e procurar faltas ou o que fosse melhor para a minha equipa», garantiu.
«Não é algo que eu tenha começado a fazer hoje ou desde que voltei ao futebol argentino.»
Di María mostrou também, nesta entrevista à Radio La Red, que não tem uma boa imagem do At. Madrid. Curiosamente um rival direto do Real Madrid, que o argentino representou entre 2010 e 2015, após sair do Benfica.
«É um clube um pouco estranho. Quando as coisas estão a correr bem, é ótimo. Depois, de um momento para o outro, parece que desmotiva os jogadores», começou por dizer.
Sobre a instabilidade de alguns compatriotas no Atlético (Julián Álvarez, Thiago Almada ou Nahuel Molina), Ángel Di María acredita que isso se deve ao facto de existirem poucos jogadores que «conseguem ser titulares regularmente».
«Eles começam a desaparecer, é o que acontece com a maioria dos miúdos que estão lá. São poucos os que têm uma sequência de jogos a titular, que jogam sempre.»