Mbappé: «Tornei-me adepto do Real por causa do Zidane. Depois veio o Cristiano...»

7 abr 2025, 14:33
Kylian Mbappé (Foto: ANDREU ESTEBAN/EPA)

Internacional francês recordou o momento da chegada ao Real Madrid e revelou quais os desafios sentidos no clube dos sonhos

Kylian Mbappé abriu o coração ao canal La Sexta, na primeira grande entrevista desde que chegou ao Real Madrid no verão de 2024, feito que o francês assumiu como o concretizar de um sonho.

«Tornei-me adepto do Real Madrid por causa do Zidane, era fã dos Galácticos.  Depois veio o Cristiano, o meu outro ídolo. Via todos os jogos quando era miúdo. Primeiro foi um sonho, depois um objetivo e agora é uma realidade», afirmou o avançado do Real Madrid que considera que o clube é o «melhor do mundo [e] tem uma aura que os outros não têm».

Mbappé recordou ainda a primeira vez que esteve em Valdebebas, com apenas 12 anos, quando fez testes no clube espanhol e teve o privilégio de falar com Zidane em francês, visto que não sabia falar nem inglês nem espanhol na altura. 

«Sabia que um dia voltaria, mas não esperava que fosse tão rápido», confessou.

Sobre a mudança para Madrid, o internacional francês confessou que sentiu pressão no PSG.

«Não esperava tanta pressão porque só queria jogar futebol. Tens o amor do teu país, mas também o teu sonho. Tens de gerir as coisas, ouvir, mas também falar para que as pessoas compreendam a tua decisão», disse o jogador francês que elogiou a postura de Florentino Pérez, presidente do Real Madrid, face aos avanços e recuos nas negociações. 

«Não foi fácil, mas sempre tive boa relação com o presidente, mesmo quando decidi ficar em Paris. Agora quero dar tudo por ele e pelo clube».

Aquando da escolha pelo clube de Madrid, Mbappé garantiu que a motivação não foi o dinheiro, mas sim o «sonho de criança».

«O dinheiro é importante, não tenho problema em dizê-lo, mas há coisas mais importantes, como ser feliz em campo e na vida e eu sabia que no Real Madrid seria. Era o meu sonho de criança e estava sempre na minha cabeça», vincou o jogador que já tem definidos os objetivos no clube: «Quero ganhar títulos, especialmente a Champions. A Bola d’Ouro é um sonho, mas a prioridade é fazer história neste clube.»

Quanto à equipa madridista, o avançado francês teceu elogios ao técnico Carlo Ancelotti e ao companheiro Vinicius Júnior.

 «Ancelotti é um pouco de tudo: pai, amigo, chefe, treinador... um treinador lendário, com uma experiência inegável, que quer continuar a fazer história. Não consigo imaginar o Real Madrid sem o Vini, vim para cá para jogar com ele. Juntos, podemos fazer a diferença», elogiou.

Por fim, Mbappé abordou também a questão da saúde mental e a forma como as redes sociais podem contribuir para a depressão nos futebolistas, que lidam com a pressão e as críticas constantes.

«Conheço pessoas que sofrem de depressão, colegas de equipa. Eu quando não estava a jogar bem, era o primeiro a saber. É um problema grave, há pessoas que sofrem, incluindo jogadores de futebol, que não falam. Não somos super-heróis, somos humanos e há pessoas que têm problemas em lidar com isso», confessou o jogador francês, acrescentando de seguida: «Em Bilbau, bati no fundo do poço a nível desportivo, não a nível mental».

«Não olho para as redes, não me preocupo com elas. É mais difícil proteger aqueles que me rodeiam. Estamos numa bolha, mas por vezes as pessoas à nossa volta sofrem. Tento fazer o melhor que posso, tento dizer-lhes que faz parte do trabalho, um dia somos Deus e no outro somos o diabo. É o nosso trabalho. Todos os jogos sei o que pode acontecer, para o melhor e para o pior, mas as pessoas que estão cá fora não lidam com a pressão da mesma forma», vincou.

Sobre o futuro, o jogador francês adiantou: «As ofertas são boas, mas eu só penso no Real Madrid porque quero fazer história aqui. Além disso, acabei de chegar», concluiu.

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