Clubes brasileiros criticaram frase de Alejandro Domínguez, que já se retratou publicamente
Pouco depois de ter proferido um discurso em que condenou os insultos racistas sofridos pela comitiva da equipa sub-20 do Palmeiras no jogo com o Cerro Porteño, no Paraguai, o presidente da confederação sul-americana de futebol (CONMEBOL), o paraguaio Alejandro Domínguez, tornou-se no foco das atenções pelo comentário à possibilidade de a Libertadores poder vir a ser disputada sem equipas brasileiras: «Seria como o Tarzan sem Cheeta. Impossível».
Acontece que Cheeta era um chimpanzé que apareceu em diversos filmes sobre a história de Tarzan, em meados do século passado. Depois do discurso a condenar os episódios racistas no futebol da América do Sul, a analogia caiu mal junto dos clubes brasileiros, que pediram rapidamente explicações ao dirigente.
Leila Pereira, presidente do Palmeiras, que sugeriu a saída do clube das provas da CONMEBOL caso o Cerro Porteño não seja severamente punido pelo episódio na Libertadores sub-20, considerou a declaração «desastrosa», enquanto o internacional brasileiro, Bruno Guimarães, que atua no Newcastle, sugeriu que Domínguez «tem muito mais coisas com que se preocupar, como por exemplo fazer cumprir a lei, do que fazer piadas».
«Em relação às minhas recentes declarações, quero expressar as minhas desculpas. A expressão que utilizei é uma frase popular e jamais tive a intenção de menosprezar nem desqualificar ninguém. A CONMEBOL Libertadores é impensável sem a participação de clubes dos 10 países membros. Sempre promovi o respeito e a inclusão no futebol e na sociedade, valores fundamentais para a CONMEBOL. Reafirmo o meu compromisso de seguir trabalhando por um futebol mais justo, unido e livre de discriminação», reagiu Alejandro Domínguez, nas redes sociais.