Federação aponta várias «disfunções» - desde a falta de segurança, problemas na acomodação, bilhética...
Em vésperas da final da Taça das Nações Africanas, a máxima competição de seleções de África, a organização marroquina está 'sob fogo'. Primeiro, há que dar uma informação essencial de contexto - a final será jogada entre Marrocos, os anfitriões, e Senegal.
A Federação Senegalesa de Futebol emitiu um comunicado veemente criticando os organizadores do torneio e pressionando as autoridades africanas do futebol, lamentando particularmente a falta de segurança na chegada da equipa à estação ferroviária de Rabat (capital de Marrocos).
Como mostram vídeos partilhados nas redes sociais, os jogadores da seleção do Senegal (entre eles Sadio Mané, colega de Cristiano Ronaldo) tiveram de furar uma multidão para poderem circular. Mas o Senegal aponta o dedo muitas outras «disfunções» na organização.
Desde a problemas no hotel (ou hotéis, já que tiveram de deslocar-se para uma segunda unidade visto que a primeira não oferecia condições), à recusa na utilização de um centro de treinos, à falta de bilhetes para adeptos senegaleses, até ao facto de o Senegal ter direito apenas a dois bilhetes VIP.
Falta saber o impacto que estas «disfunções» de organização vai ter na final de domingo, entre Marrocos, que ganhou apenas uma vez a CAN (1976) e o Senegal, que venceu a competição em 2021. O duelo começa às 19 horas deste domingo.
E, já agora, que efeito terá também na organização do Mundial 2030, juntamente com Portugal e Espanha.