Dirigentes da Confederação Africana de Futebol em maus lençóis
A Confederação Africana de Futebol (CAF), o equivalente à UEFA europeia, está envolta num aparente escândalo de corrupção.
O comité de auditoria e compliance da Confederação Africana de Futebol afirma que mais de 16 milhões de dólares (cerca de 14,7 milhões de euros) de «despesas não reconhecidas» não foram incluídos nas contas oficiais, o que significa que o organismo deveria ter registado perdas superiores a 25 milhões de dólares.
Uma carta enviada aos membros do comité executivo da CAF, que o jornal britânico The Guardian teve acesso, dá conta do erro no exercício que terminou a 30 de junho de 2023.
O desfalque inclui quase 12 milhões de dólares para «custos técnicos não atribuídos a clubes, federações e países anfitriões», com o restante a corresponder a «despesas não registadas que deveriam ser acumuladas e registadas» e «provisões não reconhecidas para saldos devedores».
Oficialmente, foram reveladas perdas de 9,25 milhões de dólares no início deste ano (8,5 milhões de euros). Em julho, o secretário-geral do CAF, Véron Mosengo-Omba, garantiu que o organismo estava a reduzir a sua dívida. Mosengo-Omba herdou um défice de cerca de 30 milhões de dólares em março de 2021.
Separadamente, está em curso uma investigação sobre Mosengo-Omba e o seu gabinete, depois de a chefe de governança, risco e compliance (GRC) do CAF os ter acusado de impedir de desempenhar as suas funções corretamente.
