Guardião italiano não se lembra de quem o magoou, mas o Maisfutebol dá-lhe uma ajuda
Gianluigi Buffon, antigo guarda-redes de 46 anos, hoje dirigente da seleção italiana, publica nesta terça-feira em Itália a sua autobiografia denominada «Cair, levantar, cair, levantar».
Aproveitando a ocasião, Buffon deu uma longa entrevista ao jornal italiano Corriere della Sera revendo a sua carreira. Numa dessas passagens, o antigo futebolista revelou uma má memória a envolver o Benfica. Neste caso, um jogador do Benfica.
«Lembro-me de um avançado do Benfica que me deu um pontapé terrível na mão, fez de propósito e doeu-me muito. Ele olhou para mim sem qualquer intenção de se desculpar. Mas, juro, não me lembro quem foi. Se o visse outra vez, dir-lhe-ia duas palavras. Eu esqueço-me das pessoas negativas», conta Gigi.
O Maisfutebol foi à procura desse momento e encontrou o jogador em questão. Trata-se de Rodrigo Moreno, atualmente no Al-Gharafa, do Qatar. O internacional espanhol atingiu Buffon ao minuto 55 do Juventus-Benfica de 2014, que acabou 0-0, e viu cartão amarelo.
Foi um jogo com muitas quezílias - dois expulsos pelo Benfica e um pela Juventus -, e de má memória em geral para os bianconeri, pois o Benfica afastou os italianos na segunda mão da meia final da Liga Europa e apurou-se para a final (onde viria a ser vencido pelo Sevilha).
Sobre outros temas, Buffon falou sobre a arte de ser guarda-redes, falou sobre a depressão, o vício nas apostas, a final do Mundial 2006 entre muitas outras coisas. Sobre Cristiano Ronaldo, Buffon diz: «Sempre tivemos uma ótima relação, vi nele uma grande força e uma grande fragilidade, ligada à ausência do pai, à dura jornada que teve de enfrentar», disse.
«O melhor? Difícil escolher, joguei contra três gerações: Zidane, Ronaldo, Messi, Cristiano, Iniesta... Se tiver de escolher um é o Neymar. Para o jogador e o rapaz que é, deveria ter ganho cinco Bolas de Ouro», defende.
