Clubes acusam funcionários do adversário de agredirem atletas e denunciam atos de racismo
O clássico Corinthians-Palmeiras da última noite terminou empatado a zero, mas foi recheado de polémicas e confusão.
Dentro do relvado, André deixou o Timão a jogar com menos um, ao ver cartão vermelho direto aos 35 minutos, por um gesto obsceno na direção de um jogador do Palmeiras, quando colocou a mão na zona dos genitais. Já na segunda parte, Matheuzinho também foi expulso com cartão vermelho direto, por agredir Flaco López.
Os ânimos estavam quentes, mas aqueceram ainda mais com o Corinthians a jogar com nove e, após o apito final, veio a pior parte. No túnel de acesso aos balneários, jogadores de Corinthians e Palmeiras envolveram-se em agressões e até os elementos de segurança de ambas as equipas estiveram envolvidos.
A confusão na Neo Química Arena resultou em queixas de ambos os clubes. O Palmeiras começou por acusar o treinador de guarda-redes do Corinthians de ter agredido o avançado Luighi no túnel.
Após o jogo, enquanto se dirigia para o exame antidoping, o atacante Luighi foi agredido por um funcionário do Corinthians na área de acesso aos vestiários. O atleta, juntamente com testemunhas, registrará a ocorrência no Jecrim (Juizado Especial Criminal). pic.twitter.com/ECfmfkA2ra
— SE Palmeiras (@Palmeiras) April 12, 2026
Mais tarde, o Corinthians publicou um comunicado nas redes sociais a dar conta de que dois jogadores da equipa da casa – Gabriel Paulista e Breno Bidon – teriam sido agredidos por seguranças do Palmeiras.
O Sport Club Corinthians Paulista informa que, após a partida, Gabriel Paulista e Breno Bidon foram agredidos por seguranças da equipe visitante. Ambos irão registrar ocorrência e formalizar queixa no Jecrim (Juizado Especial Criminal) com o suporte do departamento jurídico do… pic.twitter.com/hykePAmyiX
— Corinthians (@Corinthians) April 13, 2026
«Estamos a aguardar as imagens de Corinthians e Palmeiras para definir os próximos passos. O que nos chegou é que houve uma discussão e que os seguranças e funcionários também se envolveram. Vamos analisar as imagens para entender o que vai acontecer» disse Cesar Saad, delegado da partida, citado pelo Globoesporte.
«Já conversámos com os atletas. Existem algumas imagens parciais feitas com telemóveis, na zona mista, que mostram essa troca de empurrões», acrescentou.
Além de todas as cenas lamentáveis no túnel, tanto o Palmeiras como o Corinthians ainda denunciaram que o guarda-redes do Verdão, Carlos Miguel, foi «alvo de ofensas de cunho racista» durante o jogo. A denúncia foi feita com base num vídeo publicado nas redes sociais, em que é possível ouvir adeptos a gritar «macaco» na direção do guarda-redes.
O Palmeiras apelou à «identificação e a responsabilização de todos os envolvidos», enquanto o Corinthians prometeu que tudo fará para identificar e punir os culpados.
Tomamos ciência, por meio de notícia e vídeo publicados pelo site “Nosso Palestra”, de que o goleiro Carlos Miguel foi vítima de injúria racista durante o clássico deste domingo (12), na Neo Química Arena. Diante desta grave violência, incompatível com qualquer valor… pic.twitter.com/G9ZrBcfhMe
— SE Palmeiras (@Palmeiras) April 13, 2026
Recorde-se que o treinador português Abel Ferreira cumpriu castigo e, por isso, não esteve no banco. O Palmeiras mantém-se na liderança do Brasileirão, com 26 pontos, mais seis do que o Flamengo (menos um jogo), que venceu o dérbi com o Fluminense. O Corinthians é 16.º, com 11 pontos.