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«Estão a acabar com o futebol», diz adepto que levou cabeça de porco para o estádio

7 nov 2024, 11:25
Corinthians-Palmeiras (Foto: Roberto Casimiro/Eurasia Sport Images/Getty Images)
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Episódio caricato deu-se no jogo entre Corinthians e Palmeiras

A vitória do Corinthians sobre o Palmeiras, por 2-0, ficou também marcada pelo que aconteceu nas bancadas. Um adepto da casa levou uma cabeça de porco, que acabou por ser arremessada para o relvado e perturbou o normal funcionamento do jogo.

Depois disso, na última quarta-feira, o adepto identificado acabou por prestar declarações sobre o incidente, alegando que não fez mal a ninguém e que não passava de uma brincadeira.

«A provocação é saudável. Eu não peguei numa barra de ferro para agredir. Eu não dei um soco a ninguém. Eu acho que o futebol tem de parar com isso, o futebol raiz tem de viver. Na época de 90 toda gente ia para o estádio e brincava com o outro. Estão a acabar com o futebol.»

Osni Fernando Luiz, adepto do Corinthians, confessou que não esperava este tipo de repercussões e explicou o contexto para o incidente.

«Eu fui ao Mercado [da Lapa, no centro de São Paulo], e paguei pela cabeça de porco. Em brincadeira no WhatsApp, trocamos ideias, e vimos um monte de faixas de "sem Mundial". Só que pensamos que essa brincadeira estava velha. Pensamos em ir lá para a frente da Arena, pegar na cabeça e tirar fotos. Eu nem sabia que ia repercutir desta forma. Mudou muita coisa na minha vida. Só que eu quero esclarecer tudo: quero pedir perdão ao meu clube [Corinthians], eu amo muito esta instituição. Em momento algum eu pensei em prejudicar. Quero pedir perdão às autoridades pela dor de cabeça. Eu momento algum eu pensei que ia ficar deste tamanho.»

Osni confessou ainda que não foi ele quem lançou a cabeça para o relvado e que não sabe como lá foi parar.

«A cabeça do porco entrou no estádio quando eu estava alcoolizado e depois eu acabei por mandá-la para o setor sul. Achei que alguém ia achar aquilo e mandar fora. Ou alguém ia achar e ia tirar foto. Quem mandou para o relvado? Não sei. Não sei de nada.»

Osni foi libertado após prestar declarações e não foi indiciado. No entanto, foi feito um pedido para que ele seja afastado durante três anos de frequentar os estádios, sendo enquadrado por «provocação de tumulto», prevista na Lei Geral do Desporto no Brasil.

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