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Artur Jorge deixa recados a ex-Benfica e ex-FC Porto: «Não venham com lições...»

25 nov 2024, 22:47
Artur Jorge (AP Photo/Bruna Prado)

Treinador português fala de episódio de Hulk com Luiz Henrique e responde ainda a Éverson e a Deyverson, a propósito do jogo com o Atlético Mineiro e luta pelo título

O treinador do Botafogo, o português Artur Jorge, não deixou passar em claro algumas das últimas incidências em torno da disputa pelo Brasileirão e recuou ao empate na visita ao Atlético Mineiro, na passada quarta-feira, para deixar reparos ao guarda-redes Éverson e ao avançado Deyverson.

«Nós tivemos o guarda-redes do Atlético Mineiro [ndr: Éverson], que no final, veio falar que a equipa do Botafogo queria confusão e eu vou responder dizendo que é inadmissível que um jogador tenha chutado a bola na cara do Tiquinho [Soares]. Isso é fazer confusão. Tudo o que ele fez durante o jogo, o comportamento, é criar e estar à espera de confusão», referiu Artur Jorge, esta segunda-feira, em conferência de imprensa, antes da visita ao Palmeiras, da 36.ª e antepenúltima jornada do Brasileirão.

Artur Jorge falou ainda do episódio entre o ex-FC Porto Hulk (Atlético Mineiro) e o seu jogador, Luiz Henrique, antes de deixar um recado ao ex-Benfica B e Belenenses, Deyverson, atual jogador do Atlético Mineiro e ex-Palmeiras, que admitiu, após o empate da última semana, que torcia para a equipa de Abel Ferreira ser campeã. «Torço sim, para ser campeão brasileiro», referira, na zona mista.

«O Hulk, no final, falou sobre um jogador meu [ndr: Luiz Henrique]. O Hulk, que eu muito respeito. Mas preocupou-se com as palavras de um jogador, por ter dito alguma coisa a um adversário. Eu, provavelmente, falava sobre isso com mais preocupação olhando para dentro, porque acho que é de pior tom quando nós pegamos num jogador da própria equipa e que deseja que um rival seja campeão [ndr: Deyverson]. Foi essa a sua manifestação no final do jogo com o Botafogo. Não estava mais ninguém em campo, estava o Atlético e o Botafogo. O Atlético foi campeão há três anos. Quando se permite que haja jogadores dentro do elenco que estejam a lutar pela equipa e que desejam que outros sejam campeões, alguma coisa está errada», afirmou Artur Jorge.

«Portanto, moralmente, para mim, não venham com lições de moral, nem para mim, nem para meus jogadores. Moralmente, olhem para dentro e tenham em atenção isso. Parece-me bem mais grave do que o Luiz Henrique ter dito o que quer que seja. Parece-me muito mais grave», concluiu Artur Jorge.

Ora, o Atlético Mineiro é precisamente o adversário do Botafogo no próximo sábado, em Buenos Aires, na Argentina, na final da Libertadores (20h00). Antes, na terça-feira (já quarta-feira em Portugal Continental, 00h30), há um Palmeiras-Botafogo, entre os dois primeiros classificados do Brasileirão, ambos com 70 pontos, mas com vantagem para a equipa treinada por Abel. O «Verdão» lidera porque, no primeiro critério de desempate, o número de vitórias, tem mais uma do que o Botafogo (21 para 20). No critério seguinte em caso de igualdade pontual, também vai levando a melhor no saldo de golos (29 positivos, para 26 do Botafogo).

A forma como o Botafogo deixou fugir o Brasileirão na época passada não é esquecida e, esta segunda-feira, na despedida da equipa, houve até um adepto a espalhar sal grosso à porta do Estádio Nilton Santos.

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